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Conselho recebe ação contra Jaqueline

Folhapress
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Brasília - O Conselho de Ética da Câmara foi instalado ontem e elegeu, por unanimidade, o deputado José Carlos Araújo (PDT-BA) para presidente. Em seguida, o PSOL protocolou representação por quebra de decoro contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM. Formalmente, o processo ainda precisa passar pela Mesa da Casa, mas a expectativa é que as investigações comecem já na semana que vem, com a indicação de um relator.

Araújo explicou que o mesmo deputado escolhido para relatar o caso de Jaqueline vai se debruçar sobre a dúvida se casos anteriores ao mandato podem ser alvo de investigação. De qualquer forma, o processo terá que ser formalmente aberto, já que foi pedido por um partido político.

Na sessão de ontem, a maioria dos integrantes do colegiado se manifestou pela investigação e ressaltou a gravidade dos fatos.

"O nosso primeiro desafio vai ser dar sustentação jurídica para que o caso, anterior ao mandato, seja analisado sem dúvidas, para superarmos esse assunto de vez", disse Carlos Sampaio (PSDB-SP), integrante do colegiado. "Mas não há dúvida que a ética não caduca", completou Assis Carvalho (PT-PI). O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) já sugeriu durante a reunião que Durval seja convidado para prestar depoimento no conselho.

O presidente garantiu que não aceitará protelações, mesmo a deputada estando licenciada, com a alegação de problemas de saúde. "Queremos fazer a análise o mais rápido possível. Acho que a Casa mudou e por isso vamos ter um fôlego novo, sem nenhuma vista grossa", afirmou Araújo ao ser questionado sobre as protelações do colegiado no ano passado.

Ontem a corregedoria-geral também recebeu processo contra a deputada.

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