Tribuna do Leitor

ALGUMA COISA ESTÁ FORA DA ORDEM


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Chuvas torrenciais, inundações, calor extremo e insuportável, frio de bater os queixos em alguns casos e locais, tudo muito confuso e esquisito.

Mas será à toa que isso ocorre ou tem algum fundamento verdadeiramente ligado ao modo como os indivíduos vêm estabelecendo com a natureza, sua mãe e geradora de tudo o que existe. Muitos falam: "nossa que calor" ou ainda "nossa que seca", "que frio", "que sol quente", expressões ditas freqüentemente mas que realmente tem uma razão de ser. Pode parecer um absurdo, mas o ser humano dito racional ou biologicamente falando aquele que tem a capacidade de pensar, raciocinar, criar é justamente aquele que usa dessa faculdade não para cuidar do local onde, mas fazendo exatamente o oposto, destruindo este.

É fato que toda e qualquer atitude de desleixo, desde jogar um papel de bala no chão, o despejo de restos de comida na rua, a queimada das folhas do quintal ao invés de sua varrição em colocação em um saco plástico, a mistura de diversos resíduos tanto orgânicos como não or-gânicos, ou seja, toda e qualquer ato desse tipo pode acarretar problemas não apenas para quem age dessa forma, mas para toda a coletividade.

È fato que dentre os muitos problemas que afetam não a uma camada da população mas a todos uma das mais graves é o problema do lixo e isso deve-se principalmente à falta de consciência por parte de alguns em muitos casos e também por um serviço urbano de coleta de lixo feito de forma deficiente.

Não se trata de querer impor certos padrões de comportamento às pessoas, mas é imprescindível seguir aquela máxima de jogar o lixo no lixo e não somente como uma postura visando o descarte, mas que este seja feito de forma correta cuidando para que seja separado aquilo que é seco daquilo que é úmido, isto é, separar o reciclável que pode ser aproveitado daquilo que não é aproveitado e é denominado de lixo orgânico, que são os lixos de banheiro, lixos de pia, restos de comida, atitudes pertinentes para prevenir doenças graves que são transmitidas.

Ao andar pelas ruas das cidades, e cabe acrescentar aqui Bauru, onde varias lixeiras foram implantadas pelo nosso jovem prefeito Rodrigo Agostinho, que teve a brilhante ideia de aproveitar as latas de tinta usadas, reciclando-as, lavando-as e criando as eco-lixeiras, que visam dar um aspecto mais limpo e até bonito à nossa cidade e tornando o espaço mais bem cuidado, porém, embora tenha sido feito todo um projeto desde a criação até a implantação, muitos dos moradores de Bauru parecem não entender a importância de se jogar o papel no lixo, os lixos úmidos bem acondicionados dentro de sacos bem vedados, a separação de ambos, orgânico e reciclável sendo cada um colocado em seu respectivo latão e assim cuidar para a manutenção dos espaços públicos e que por serem públicos são de todos e é preciso que todos se conscientizem para que cada pedaço fique limpo.

Outra mentalidade que precisa ser urgentemente ser mudada é aquela que diz que por ter alguém nas ruas varrendo pode-se jogar lixo à vontade que virá alguém varrer e por essa razão pode-se sujar o ambiente de modo negligente e nem importa o quanto se suje sempre terá alguém para limpar.

Assim somente mediante uma atitude consciente e colaborativa é que pode-se tornar o local que cada um vive um pouco melhor e sustentável e que essa tal sustentabilidade venha acompanhada de respeito à quem implantou o sistema das lixeiras e também pelo trabalho de quem cuida para que a cidade fique mais limpa e organizada.

E já que o povo só aprende a respeitar quando é multado, cada pessoa que joga lixo na rua como uma certa moradora de nome Antonia daqui do bairro da Vila Independência onde moro, que munida de um certo espírito humanitário visando cuidar dos gatos vadios que ora ficam pela rua joga restos de comida para alimenta-los, nada contra ela alimentar os bichanos desde que seja dentro de sua casa e não emporcalhando as ruas do bairro e que a imundície é tanta que ao serem jogados na rua os restos ficam dias fermentando e exalando um odor azedo no ar e ao chover isso tudo é espalhado e todos são obrigados a andar pelo meio da rua devido a falta de urbanidade e zelo com o que é de todos e que deve ser cuidado por todos também, assim da mesma forma que é dever municipal a limpeza publica,manter a cidade limpa é dever de todos,enfim, a colaboração é essencial.

Um abraço a todos e obrigado pela atenção.


Rodrigo Cabello da Silva - estagiário de Direito

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