Internacional

Preocupação mundial com radiação cresce


| Tempo de leitura: 2 min

Tóquio - Apesar do progresso feito pelos engenheiros na batalha para evitar um desastre na usina nuclear danificada pelo terremoto do Japão, cresce a preocupação mundial por causa da radiação na pior crise atômica do planeta desde Chernobyl.

O drama no complexo de Fukushima ocorre enquanto o país registra o aumento no número de mortes provocadas pelo duplo desastre de 11 de março, do terremoto seguido de tsunami. As autoridades estimam que ao menos 21 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas.

Engenheiros conseguiram conectar cabos de energia a todos os seis reatores do complexo de Fukushima, 240 quilômetros ao norte de Tóquio, e ligaram uma bomba de água em um deles para reverter o superaquecimento que desencadeou a pior crise nuclear mundial em 25 anos.

Mais tarde, alguns trabalhadores foram retirados de um dos reatores mais seriamente danificados quando uma fumaça emergiu brevemente do local. Não houve nenhuma explicação de imediato para a fumaça, mas autoridades haviam dito anteriormente que a pressão no reator 3 está aumentando. Também foi vista fumaça no reator 2.

Longe da usina, a evidência crescente de radiação em verduras, na água e no leite causa agitação entre os japoneses e no Exterior, apesar das garantias oficiais de que os níveis não são perigosos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ontem que a radiação nos alimentos após o terremoto que danificou uma usina nuclear no Japão é mais séria do que anteriormente imaginado, eclipsando sinais de avanço na batalha para evitar um derretimento catastrófico nos reatores.

Mas as notícias de progresso na usina nuclear foram eclipsadas pela preocupação crescente de que partículas radioativas já liberadas na atmosfera tenham contaminado fontes de alimento e água. "Está claro que a situação é séria", disse Peter Cordingley, porta-voz do escritório regional do Pacífico Oriental da OMS sediado em Manila, em uma entrevista por telefone.

"É muito mais sério do que qualquer um pensava nos primeiros dias, quando achávamos que este tipo de problema pode estar limitado a 20 ou 30 quilômetros. É seguro supor que uma parcela de produtos contaminados tenha saído da zona de contaminação." Ele disse entretanto não haver evidência de que alimentos contaminados oriundos de Fukushima tenham chegado a outros países.

Comentários

Comentários