Articulistas

E agora, José?

Gino Crês
| Tempo de leitura: 4 min

A festa acabou? A inflação desceu ou subiu? Segurança ou insegurança pública? A lei é para todos? O que é ser corretamente político? Como medir a culpa? O que é certo? O que é errado? E a justiça como fica? Quem vai atirar a primeira pedra? Onde está aquela balança, símbolo da justiça? Por que a justiça é tão lenta? Onde mora a ética? Amor ou amizade? Você sofre para escrever e falar? As palavras voam, as escritas perpetuam-se? A favor ou contra a união dos homossexuais? Preconceito existe? A Bíblia é a palavra de Deus? Salário mínimo ou muito pequeno? Há diferença de sentido e de valor? A reforma ortográfica ajudou ou complicou ainda mais? O trema e mais alguns acentos morreram? Descansem em paz! A reforma ficou a desejar? Toda regra tem exceção? SS ou Ç? Aprendeu com quem? Você sabe tudo? Só sei que nada sei.

Mentir é pecado? Omitir é covardia? Por que toda CPI termina em pizza? Solidão? Multidão? Navegar é preciso? Quando e para onde? Ronaldo Fenômeno ou Rei Pelé? Os dois pisaram na bola fora do campo! Qual deles teve caráter para assumir o veredito do DNA? OS erros do passado são mais educativos que as virtudes? Quem nos garante vida após a morte? A palavra de Deus? Perdoar é fácil? Por que mentimos? Vale a pena ter sonhos? Saudade tem solução? Tem começo, mas jamais terá fim! Cadê os jovens? Há emprego para eles? E os tsunamis, terremotos, as enchentes? Por que tantas catástrofes? Deus é pai ou carrasco? O mundo vai acabar em água, fogo ou no flagelo das drogas? Antes só que mal acompanhado? A conta está em dia? Democracia ou ditadura? Democracia é o governo do povo ou do demo?

A queda de Kadafi é inevitável? Cuidado com os maus e poderosos! Os mentirosos não merecem crédito, nem mesmo quando dizem a verdade? O favor é a véspera da ingratidão? A força do exemplo vale mais que milhares de palavras? Servir de modelo não é a melhor forma de ensinar, é a única forma de ensinar. Os braços do pai e o colo da mãe é a primeira escola onde o filho aprende as lições da vida? O que é prosopopéia? Pouco importa. Fé ou religião? Religião é cifrão ou espiritualidade? E o sistema de saúde está enfermo? Agonizando? O Estatuto do idoso é respeitado pelo Governo, seu criador? Como criar uma "comissão da verdade" num país da mentira? Por que tantos idosos nas filas do INSS, jogados nos corredores dos hospitais, humilhados por um vergonhoso salário de fome? Por quê? Quem é você? Quem sou? Quem somos? Como seremos amanhã? Factuais ou virtuais? Camisinha funciona? Quando o silêncio é sabedoria e quando é covardia? Quem sabe faz a hora? Os jovens têm a sua vez e voz? Divergências existem? Por que a geração "ponto com" está perdida, sem bússola? Pedófilo merece perdão? Ou amarrar uma pedra ao pescoço e se atirar ao mar?

Quem mente vai enganar a morte eternamente? Por onde a morte tem levado consigo meus amigos, parentes e indiscriminadamente os ricos e os pobres? Um país se faz com homens e livros? É certo falar errado? Plágio é crime? Nada se cria, tudo se copia? Começar é difícil? O medo da morte é pior que a própria morte? O PT mudou o Brasil? Ou foi o contrário? As mulheres com Dilma à frente subiram as rampas do Planalto para moralizar o dinheiro público? Tomara! Será que os novos parlamentares eleitos vão lutar para que suas virtudes vençam os velhos vícios? A disciplina é necessária para aprendizagem? Pobreza e baixa educação andam juntas? Tiririca na Câmara será uma triste palhaçada ou uma alegre realidade?

Os educadores devem estimular a criatividade ou a cola? O Leão vem mais feroz ainda? O país muda de presidente, mas não de sorte. Sai o presidente, entra a presidente. E nós, pobres mortais, ficamos à mercê de um imposto de renda nas alturas e ainda ameaçados por um absurdo retorno da famigerada CPMF. Haja coração! Deus criou o tempo? E o homem criou a pressa? O pato anda, nada, voa e não faz nenhuma dessas coisas bem feitas. E você faz tudo certinho? O bom pode ser mau? Todo mal é mau? Diploma certifica? A crise justifica? O rançoso Ministro da Fazenda só sabe dizer que não há recursos disponíveis. Para quem? Para os aposentados ou para os "nobres" deputados ou senadores? Me engana que eu gosto! Quando a alma não é pequena?

E o viaduto inacabado, quando acaba? É preciso asfaltar a cidade? A morte é o fim ou o começo? Tragédia ou comédia? E a reforma política ampla e eficaz, quando acontece? Devo protestar? Processar? De onde vim? Para onde vou? Dengue ou gripe? E agora, José? Por que escrevo? Escrevo para extravasar os meus sentimentos. Assim também justificou o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, em quem fui buscar inspiração para escrever o que escrito está.


O autor, Gino Crês, é professor e colaborador de Opinião

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