A manutenção do piso e a troca da estrutura elétrica do Calçadão da Batista de Carvalho foram garantidos pelo prefeito Rodrigo Agostinho, que também estuda a possibilidade de aumentar a segurança no local. Na última sexta-feira, ele esteve reunido com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que também apresentaram as necessidades daqueles que mantêm estabelecimentos na via.
Conforme o JC veiculou, desde dezembro do ano passado a prefeitura assumiu a administração do Calçadão. Até então, a incumbência era da extinta Associação das Empresas do Calçadão (AEC). No encontro da semana passada, Rodrigo Agostinho salientou que dois seguranças trabalham diariamente das 19h às 7h para evitar a incidência de furtos no corredor comercial. "Nós estamos vendo a possibilidade de contratar mais policiais, inclusive armados, para garantir a segurança do local", disse.
Outra prioridade do Calçadão é a manutenção do piso, que necessita de um profissional especializado, e também na estrutura elétrica do local. "Vamos fazer a manutenção do piso com uma empresa especializada e também trocar a parte elétrica que já é bem antiga. Na verdade vamos melhorar o Centro como um todo e trocar as redes de alta-tensão por compactas", acrescentou o prefeito.
O paisagismo sofrerá modificações. A fiscalização de trabalho de ambulantes será mais assídua, segundo Rodrigo. A melhoria de calçadas e asfalto da avenida Rodrigues Alves também ficará mais assídua. A limpeza do Calçadão é e continuará mantida pelas varredoras da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
Sérgio Motta, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), avaliou a reunião como a abertura de um canal direto de comunicação entre a Prefeitura Municipal e a CDL. "Eu acho que a reunião foi muito positiva com essa abertura dada pelo prefeito para discutirmos as principais necessidades do Calçadão", afirmou. O Calçadão da Batista de Carvalho de Bauru é referência do comércio regional e considerado um shopping a céu aberto.
Comerciários
Classe trabalhista de cerca de 12 mil trabalhadores e que representa boa parte da economia da cidade, principalmente o público regional, os comerciários também expõem suas necessidades para melhorar as condições do Calçadão. Para Marcelo Rodrigues Afonso os maiores vilões dos comerciários são: vandalismo e pichação. "Antes nós tínhamos um segurança por quadra agora temos apenas dois para o Calçadão todo".
Marcelo pede que o prefeito abra espaço para escutar as necessidades diretas dos comerciários. "Nós gostaríamos que o prefeito nos ouvisse também. Pago uma taxa mensal, que varia de acordo com a metragem de cada loja, de R$ 500,00. Acredito que com essa arrecadação possa ser melhorado muita coisa", pontuou Marcelo.
Já outra comerciária, que preferiu não revelar sua identidade, apontou que o monitoramento por câmeras de vídeo ajudaria muito a evitar os constantes furtos que acontecem em épocas de maior fluxo como início de mês e Natal. "Como circula muita gente é difícil identificarmos os autores de furtos. Acho que o monitoramento ajudaria a inibir a ação desses criminosos também", afirmou a comerciária.
Contextualização
"Ante a inexistência de proposta concreta do Executivo acerca da renovação do convênio e com parecer de inconstitucionalidade exarada pela Secretaria dos Negócios Jurídicos em relação ao convênio atual, não restou alternativa senão a de requerer a rescisão do mesmo". Foi com essas palavras que o então presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC) Luiz Otaviano Machado selou o fim da administração do Calçadão.
A decisão foi tomada em meados de dezembro do ano passado e, desde então, quem ficou responsável por administrar e fazer a manutenção do Calçadão da Batista de Carvalho foi a Prefeitura Municipal. Pelo convênio, que não foi renovado no ano passado, a associação recebia o repasse de quase R$ 400 mil anualmente para cuidar da limpeza, manutenção do calçamento, como coberturas, bancos, canteiros ajardinados, reposição de lâmpadas, limpeza entre outras obrigações.
O pontoo da discórdia em relação ao Calçadão, segundo divulgado anteriormente pelo Jornal da Cidade, envolvia a prestação de contas do dinheiro público repassado pela prefeitura e que é fiscalizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE).