Nova York - Se um grupo de físicos americanos estiver certo, a humanidade acaba de topar com uma nova partícula fundamental - uma peça essencial do quebra-cabeças da matéria que, até agora, tinha passado despercebida.
A possibilidade vem de dados obtidos pelo Tevatron, acelerador de partículas que fica em Batavia, Illinois (Meio-Oeste dos EUA). Os físicos que avaliaram os dados trabalham no Fermilab, instituição onde o superacelerador está instalado.
O trabalho desse tipo de máquina é promover trombadas de partículas em níveis de energia altíssimos. No caso do Tevatron, as trombadas envolvem prótons (componentes do núcleo dos átomos com carga elétrica positiva) e antiprótons ("gêmeos?? dos prótons com carga invertida, negativa).
Quando a pancada de partículas acontece, os prótons e antiprótons originais são aniquilados, e o que sobra são jatos altamente energéticos dos componentes menores dessas partículas.
É mais ou menos como jogar um computador no chão com força suficiente para que as peças se soltem. Depois, examinando as peças, tenta-se entender como ele estava montado e como funcionava.
Acelerador
Ironicamente, o responsável pela aposentadoria do acelerador americano Tevatron também deverá confirmar -ou refutar- sua possível grande descoberta.
Trata-se do LHC, superacelerador europeu que agora é o maior do mundo. Em parte por ter se tornado obsoleto diante do concorrente, o Tevatron deve ser desativado em setembro deste ano.
"Se os dados estiverem certos, em poucas semanas o LHC deverá ser capaz de confirmá-los??, disse Ronald Cintra Shellard, físico de partículas do CBPF.