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Trem-bala pode custar até 45% mais que o previsto


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São Paulo - O custo total do trem de alta velocidade poderá chegar a R$ 50 bilhões, se forem levados em conta imprevistos que podem acontecer durante a obra, como mudanças no traçado por causa de exigências ambientais ou aumento de gastos com perfuração de túneis, por exemplo. Segundo o consultor legislativo do Senado Marcos José Mendes, estudos apontam que o custo desse tipo de obra pode ser, em média, 45% maior que o planejado antes de o empreendimento começar.

O projeto do trem-bala, que deverá ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, foi debatido ontem durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado.

A obra está orçada em R$ 33 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões serão financiados por meio de uma linha de crédito especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 3 bilhões virão do governo para desapropriações e compensações ambientais. Mais R$ 10 bilhões serão aportados pelos próprios investidores.

Mendes, que produziu artigos técnicos sobre o assunto para o Centro de Estudos da Consultoria do Senado, garante que os gastos governamentais com a obra devem ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 35 bilhões. Segundo ele, com R$ 20 bilhões, é possível construir uma usina hidrelétrica como Belo Monte.

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