Cultura

Memória Nativa

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

A aldeia Ekeruá abre suas portas neste final de semana para dividir com os visitantes um pouco da cultura indígena. Em comemoração ao Dia do Índio, a aldeia realiza uma série de atividades amanhã, domingo e terça-feira, 19 de abril, quando a data é celebrada.

A programação inclui danças típicas, como a da chuva e da ema, contação de histórias, torneios de futebol e peteca, arremesso de lança, arco e flecha e tiro ao alvo com zarabatana. Até o próximo dia 23, a aldeia ainda promove exposição e venda de artesanato e comidas típicas.

"É uma boa oportunidade para as pessoas conhecerem mais da aldeia, trocar experiências e acabar com mitos que possam ter em relação à cultura indígena", convida David Henrique da Silva Pereira, professor e gestor cultural da aldeia que conta, atualmente, com 146 moradores fixos.

A aldeia de Ekeruá está localizada na Reserva de Araribá, em Avaí, que recebeu os primeiros terênas em 1932, trazidos do Mato Grosso do Sul para repovoamento do local. Atualmente, a reserva comporta quatro aldeias: Nimuendajú, Kopenoty, Tereguá, além da Ekeruá, formada em 2002.

Os interessados em agendar visitas devem entrar em contato pelos telefones (14) 9670-2132 ou 9673-3422 ou pelo e-mail:ekeruaterena@ terra.com.br.


? Serviço


Dia do Índio em Ekeruá amanhã, domingo e terça, na Reserva de Araribá, em Avaí. Agendamento de visitas e informações pelos telefones (14) 9670-2132 ou 9673-3422 ou pelo e-mail: ekeruaterena@terra.com.br.

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Resgate


Desde o início deste ano, a aldeia de Ekeruá desenvolve o projeto "Memória Nativa Terêna", aprovado pelo Programa de Ação Cultural (Proac), da Secretaria de Estado da Cultura em 2010. O intuito da iniciativa é resgatar a cultura da etnia, principalmente, entre os jovens

"Percebemos que, aos poucos, as crianças estavam deixando de viver a nossa cultura", justifica a também professora da aldeia Zélia Ruiz. Com câmeras nas mãos, os jovens estão sendo convidados a registrar os hábitos, práticas e marcas de sua aldeia. "Semanalmente nos reunimos para ensiná-los sobre a dança, o artesanato e, principalmente o idioma. E, com a forma que isso tem sido feito, estamos vendo que eles estão com mais ânimo para levar a diante nossa cultura", completa sobre o projeto na aldeia, que também possui um Centro de Cultura.

Segundo Sérgio Losnak, um dos coordenadores do projeto, um dos diferenciais do "Memória Nativa" é proporcionar que a cultura terêna seja vista por meio dos olhos dos próprios índios. "Primeiros propusemos uma reflexão sobre o papel da etnia dentro do grupo, como o jovem se relaciona com a linguagem, com a produção artesanal. Depois foram realizadas algumas oficinas técnicas para que eles pudessem mostrar o olhar deles sobre eles mesmos", explica o geógrafo. A ideia é que as gravações resultem um documentário.

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