Internacional

Gaddafi usou superbomba contra civis


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Trípoli - As forças do ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, foram acusadas por rebeldes e pela ONG Human Rights Watch de usar bombas de fragmentação ao atacar Misrata, terceira maior cidade do país e a única no oeste onde há focos de insurgência.

Esse tipo de bomba é de altíssimo risco para a população civil, que já vem sofrendo com mais de um mês de cerco pelas forças de Gaddafi. Os soldados do governo controlam o centro da cidade, enquanto os rebeldes mantêm posições na região do porto.

Questionada sobre as bombas, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou não ter conhecimento do assunto, mas disse não se surpreender com "qualquer coisa?? vinda de Gaddafi. "É por isso que os combates em Misrata têm sido tão difíceis??, acrescentou ela.

Grupos de direitos humanos advertem que a situação na cidade -novamente atacada hoje, com tanques e foguetes, por tropas do ditador- é de crise humanitária, e os hospitais não dão conta do alto número de feridos.

Um grupo de ajuda internacional retirou hoje de Misrata, por barco, cerca de 1.200 de um total de 8.300 trabalhadores estrangeiros retidos na cidade. Segundo a Organização Internacional para Migrações, a maioria deles sofre de desidratação e precisa de cuidados médicos.

O Reino Unido e a França pediram a outros países-membros da Otan, a aliança militar ocidental, que intensifiquem ataques aéreos às posições de Gaddafi, dando prioridade a essa tática e não ao fornecimento de armas aos rebeldes - admitido ontem pelo governo do Qatar.

O principal comandante militar da Otan, o almirante americano James Stavridis, disse que são necessários aviões capazes de atacar com mais precisão as tropas de Gaddafi sem infligir danos aos rebeldes ou aos civis.


Texto conjunto


Em artigo conjunto publicado por quatro jornais ("Le Figaro??, "The Times??, "Herald Tribune?? e o "Al-Hayat??, de língua árabe), Barack Obama, Nicolas Sarkozy e David Cameron reafirmaram seu compromisso com a ação militar chefiada pela Otan. No texto, os presidentes dos EUA e da França e o premiê do Reino Unido afirmam que não se trata de eliminar Gaddafi pela força, mas dizem que é "impensável que alguém que tenta massacrar seu próprio povo tenha lugar em um futuro governo líbio??.

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