Tribuna do Leitor

Ser um cidadão brasileiro, com atitude cidadã


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Ter a honra de ser um cidadão brasileiro é para poucos. Cidadão brasileiro é aquele que tem muita esperança e acredita que o país pode mudar política, econômica e socialmente. É aquele que levanta todos os dias para ir trabalhar e garantir o sustento da família. É aquele que tem a grandiosidade de perdoar o próximo depois de uma atitude, gesto ou palavra proferida.

É aquele que liga a TV todos os dias em busca de entretenimento e lazer e, infelizmente, se depara com noticiários cada vez mais violentos e mesmo assim tem a capacidade de levantar a cabeça, sacudir a poeira e dar volta por cima. É aquele que se preocupa na educação dos seus filhos e na manutenção de um meio ambiente equilibrado, direito e dever de todo cidadão.

Ser cidadão brasileiro é ter o prazer de integrar a grande diversidade étnica brasileira, é conhecer e aprender com diferentes culturas, crenças e religiões, é conviver pacificamente em um cenário composto de brancos, negros, amarelos, índios. Enganam-se aqueles que acreditam que esse cenário é composto de várias raças e que suas atitudes as tornam diferentes umas das outras, pois, esse cenário é composto de uma única raça, a raça humana. Ser cidadão brasileiro está muito além da compreensão e do entendimento do termo, está na difícil tarefa, de ser e viver um cidadão brasileiro no dia-a-dia.

Cidadão brasileiro cresceu ouvindo histórias do pessoal "das antigas", histórias boas, de bons tempos, onde as janelas abertas eram permitidas, portas destrancadas e os muros eram bem baixinhos e não existia a preocupação de segurança, mas, infelizmente esses tempos não podem voltar, contudo, para construir um bom futuro precisamos compreender nosso presente e indubitavelmente conhecer nosso passado. Um aviso: "Os cidadãos que ao lerem esse artigo e se relacionarem com a idéia que sou muito otimista, de fato, eu sou". Entendo que as épocas são diferentes, a sociedade internacional mudou, o desenvolvimento humano mudou, com essa tal de globalização, mas, a essência de ser um cidadão e ter orgulho do seu país, nunca irá mudar.

De posse dos referidos conceitos de cidadão brasileiro e dos atos de cidadania a qual todos praticamos diariamente, gostaria de convocar a população bauruense e as demais populações de diversas localidades que o JC possa alcançar para praticar uma atitude cidadã de grande valia para a nossa sociedade, a doação de sangue. Em suma, dias desses, presenciei a escassez de estoque de bolsas de sangue em um determinado hospital, é preocupante! Em virtude do grande número de acidentes no final do ano passado e no carnaval deste ano, os estoques sofreram grandes baixas, sendo assim, o estoque está em seu limite e com dificuldade de suprir as necessidades.

Existem normas médicas que devem ser seguidas e estão previstas pelo Ministério da Saúde para efetivar a doação de sangue, por gentileza, avaliem com cautela essas normas, se familiarizem com o próximo, e se possível, doem! São pequenas atitudes que geram enormes resultados na manutenção da vida humana, afinal: "Um gesto vale mais que mil palavras" e são nestes gestos solidários que ajudamos nosso semelhante da forma mais pura e eficaz, sem o pensamento de reconhecimento ou recompensa.

Podemos não estar 100% satisfeitos com nosso país, entretanto, ainda que seja 1%, há esperança de mudança e progresso. Talvez se estivéssemos 100% satisfeitos, estaríamos acomodados e não teríamos onde melhorar. Cidadão Brasileiro: "Está ruim pra você? Também está ruim pra mim! Está ruim pra todo mundo, o jogo é assim". Porém, somos seres racionais e agimos em caráter de reciprocidade com o semelhante e podemos mudar esse jogo, pois, coexistem entre nós, o respeito e a educação. Disse, o educador Paulo Freire: "A educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo! Parabéns, Força, Esperança e Fé à todos os cidadãos brasileiros que batalham, mudam e fazem a diferença diariamente no Brasil e no mundo. Agradeço ao JC pela oportunidade e agradeço ao leitor pela devida atenção.


Rafael Ribeiro - aluno de relações internacionais Iesb-Preve

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