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Basquete: Larry, brasileiro e na seleção?

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

A Seleção Brasileira de basquete masculino entra em quadra com Leandrinho, Varejão, Nenê, Tiago Splitter e... Larry Taylor. Larry Taylor? Isso mesmo, se depender da vontade de Larry, esta cena pode se tornar realidade. O ala/armador do Itabom/Bauru quer se naturalizar brasileiro e já até iniciou o processo para que isso ocorra. O departamento jurídico do Bauru Basket está dando início ao processo de naturalização. Porém, o processo é lento, travado pela burocracia e não tem previsão de final. Um exemplo disso é o ala Shamell, que há anos tenta naturalizar-se brasileiro. Em caso de sucesso, restaria somente esperar pela convocação.

Larry não esconde o sonho de vestir a camisa do País da mesma forma que defende a cidade que o adotou e com a qual vive uma relação de amor mútuo. "Penso nisso, mas não sei se vai dar certo ou não. Gostaria de tentar ajudar a Seleção do Brasil, mas estamos esperando para ver se as coisas vão dar certo ou não", revela Larry, em entrevista ontem ao JC. A documentação do jogador já está nas mãos do jurídico do Bauru Basket, que dá sequência aos trâmites legais para a tentativa de naturalização. "Gostaria de poder ir para a Seleção, mas tem que esperar e ver se vai dar certo", condiciona o ala/armador.

Nascido em Chicago, no estado de Illinois, mesma terra onde se consagrou Michael Jordan, defendendo os Bulls, Larry optou por nunca se candidatar a jogar na NBA, liga de basquete norte-americana. Preferiu, em determinado momento de sua carreira, deixar o país para aventurar-se em quadras estrangeiras. "Nunca tentei jogar na NBA. Joguei lá nos Estados Unidos em ligas abaixo da NBA. Depois um time um nível abaixo da NBA me chamou, mas tinha um amigo meu que jogava lá e falou que não estava gostando. Não fui e achei melhor jogar em outro país. Agora, estou aqui no Brasil", conta Larry. Antes de chegar ao Brasil e se tornar o "Michael Jordan" do Itabom/Bauru, o ala/armador passou pelo basquete mexicano e venezuelano.


Sem treino sexta


Véspera de jogo importantíssimo, considerado unanimemente como fundamental na série melhor-de-cinco jogos pelas quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB). Momento de concentração total e treino intensivo para fazer os últimos ajustes na equipe, que encara o Flamengo neste domingo de Páscoa, às 11h, em Bauru. Porém, o Itabom está passando por uma situação inesperada e que, na opinião da comissão técnica e diretoria, comprometem o trabalho pré-jogo da equipe: a Associação Luso Brasileira de Bauru, proprietária do ginásio onde a equipe joga e treina, decidiu não permitir que o time treine amanhã no local.

Segundo o técnico Guerrinha, o argumento é de que amanhã é dia santo, por ser o dia da Paixão de Cristo. "Tudo bem que tem o estatuto do clube, mas não vamos abrir o clube, só vamos usar o ginásio durante um hora meia, só time. Isso (não treinar) atrapalha até a parte fisiológica dos jogadores, o organismo está preparado para jogar", comenta o técnico do Itabom/Bauru.

O presidente da Luso, José Ângelo Oliva, mostrou irritação com a questão e explicou que o clube não abre em feriados religiosos e na virada do ano. "Todo mundo sabe, e isso já faz 40 anos, que o clube não abre na Sexta-feira Santa, no Natal e no ano novo. Não abre e não vai abrir", resume, exemplificando que o comércio também não abre amanhã.

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