Polícia

Operação prende 3 membros de quadrilha

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Após seis meses de investigações, a Polícia Civil de Bauru, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), deflagrou ontem uma operação para prender três integrantes de uma quadrilha responsável por roubos de grande valor na cidade como malotes, grandes saques feitos em bancos, postos de gasolina e, supostamente, caixas eletrônicos. Também há suspeita de ligação deles com facção criminosa.

Álvaro Raul Teixeira da Silva Taicico, 27 anos, o ?Catatau?, André Luís da Cunha, 24 anos, o ?Dézinho?, e Roberto de Jesus Vaz, 34 anos, o ?Betinho?, foram presos em suas respectivas residências.

Para conseguir detê-los, os policiais da DIG de Bauru analisaram minuciosamente as táticas utilizadas por esses três acusados e traçaram a Operação Arsenal. De início, constatou-se que esses homens eram responsáveis por roubos de grande valor financeiro.

Segundo Cledson Luiz do Nascimento, delegado da DIG, existe a suspeita de que o trio foi responsável por uma tentativa de roubo a um caixa eletrônico localizado no prédio da Prefeitura Municipal de Bauru no último dia 6 de março.

Um dos membros da quadrilha ainda confessou ontem ao delegado que o trio violou o cofre do setor de limpeza pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), levando os R$ 120 mil que estavam guardados. O cofre foi aberto com um maçarico e a ação teve ajuda de indivíduos de outras cidades do Estado de São Paulo.

Essas investigações levaram a Polícia Civil a decifrar como os acusados agiam. André era o executor dos crimes, quem literalmente ?colocava a mão na massa?. Roberto provavelmente cuidava do ?setor financeiro? do grupo: contabilizava os lucros e negociava os objetos roubados. Já Álvaro era o chamado ?segundo cavalo?. Ele aguardava com uma motocicleta a ação dos colegas, pegava o dinheiro roubado e fugia para despistar a Polícia Militar (PM).

No início da manhã de ontem, três equipes de policiais civis foram destinadas a cumprir os mandados de busca e prisão temporária do trio. O delegado Cledson afirma que não houve resistência às prisões e que o cumprimento se deu ainda no momento em que alguns deles dormiam.


Prisões


André foi localizado em sua residência que fica na rua Marconi, Vila São João da Boa Vista, em Bauru. Lá os policiais civis apreenderam um capacete utilizado por ele nos roubos, uma mochila, um Fiat Pálio e uma motocicleta. "Os veículos foram apreendidos e servirão como objetos de investigação para saber se eles são fruto desses crimes", disse Cledson.

Álvaro também foi encontrado em sua residência, que fica na avenida Castelo Branco, Vila Independência. Neste local os policiais civis apreenderam aparelhos celulares e documentos. Roberto foi preso em sua casa, na rua Doutor Valter Belian, Vila Nova Paulista. Com ele foram apreendidos um automóvel Audi A3, aparelhos celulares, e um livro que a Polícia Civil trabalha para descobrir se ali estão anotadas as contabilidades das ações do grupo.

Todas as residências, segundo o delegado, ultrapassavam os limites da classe média. Nas três apreensões não foram encontradas droga e nem armas. André, Roberto e Álvaro foram detidos e permanecerão inicialmente por 30 dias no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, até decisão judicial.

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Reincidência


Álvaro Raul Teixeira da Silva Taicico, 27 anos, o ?Catatau?, André Luis da Cunha, 24 anos, o ?Dézinho?, e Roberto de Jesus Vaz, 34 anos, o ?Betinho?, já tinham diversas passagens pela polícia, inclusive por tráfico de drogas. O trio já foi preso pela Polícia Federal em 2008 na Operação Terra Branca, que visava coibir o crime organizado aliado ao tráfico de entorpecentes.

O delegado Cledson Luiz do Nascimento acredita que essa prática de roubo atual era fruto das apreensões de entorpecentes que eram anteriormente comercializados por essas quadrilhas.

"Eles são indivíduos ligados ao tráfico que acabam praticando crimes contra o patrimônio por conta dessas apreensões feitas pela polícia que acabam deixando eles desfalcados", destacou. Os três homens não tinham emprego fixo, apenas André afirmou que trabalhava.

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Crimes


Outro crime envolvendo a quadrilha, que foi destacado pelo delegado Cledson Luiz do Nascimento, é um roubo a um posto de combustíveis localizado na quadra 21 da avenida Duque de Caxias, em Bauru.

Na ocasião, o vigia do local ficou rendido e amarrado enquanto o trio efetuava o roubo. A quadrilha também foi responsável por assaltar um caixa eletrônico em Presidente Alves em junho do ano passado. Na ocasião, os assaltantes levaram R$ 33 mil.

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