Turismo

Os segredos do rio São Francisco

Da Redação
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Alagoas é muito mais que sol e praia. São rios, mangues, lagoas e o majestoso São Francisco, que desce em direção ao mar, banhando cidades e povoados ribeirinhos. O Velho Chico se destaca ainda por possuir o segundo maior cânion navegável do mundo.

O Estado é privilegiado pela natureza. De um lado, 230 km de litoral; do outro, 240 km de rio São Francisco que, generosamente, divide o território de Alagoas com os estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe. O rio banha cidades históricas, como Delmiro Gouveia, Piranhas e Penedo, além de bucólicos povoados, que acrescentam um charme à paisagem.

Às suas margens, municípios despontam com graciosidade. A pequena Piaçabuçu, onde mulheres lavam roupa numa escadaria à margem do rio; Penedo, imponente e histórica, com seu casario e igrejas seculares. A região é propícia ao turismo de aventura, a exemplo de voos panorâmicos na foz, caminhar nas dunas e navegar pelas águas calmas do Velho Chico.

Subindo o rio, surpreendentes cenários começam a surgir. Piranhas, cidade lapinha, com suas casas pintadas de várias cores, um bonito casario, que já serviu para cenário de filmes nacionais, como Bye Bye Brasil e Baile Perfumado. O Museu do Sertão, no Centro da cidade, expõe peças ligadas ao cangaço, à estrada de ferro, navegação a vapor, à religiosidade sertaneja e aos costumes locais.

A beleza e magnitude da região estão por toda a parte. Nos paredões, é possível realizar escaladas e apreciar a vista do alto, ou perder o fôlego, numa tirolesa, caindo nas águas verdes do rio, em pleno Sertão.

O artesanato também é forte, marcante e único. O bordado "boa-noite", bilro e peças em madeira são encontrados na região.

O rio São Francisco, descoberto em 1501, emoldura Penedo, cidade que nasceu no século 16 e conserva o passado em harmonia com o presente. Penedo é famosa pelo casario colonial, igrejas e conventos seculares, além de outros monumentos.

Em Delmiro Gouveia, no início do século passado, o empreendedorismo se fez presente na construção de Angiquinho, a primeira hidrelétrica do Nordeste, hoje um dos principais atrativos turísticos da cidade.

As águas represadas formam um grande lago, conhecido como lago do Xingó, e nos passeios de barcos, indo em direção ao riacho do Talhado, mais precisamente entre os municípios de Olho D?Água do Casado e Delmiro Gouveia, descortina-se o majestoso cânyon do rio São Francisco. Nos passeios de barco, entre os paredões, vislumbram-se paisagens encantadoras. Há, inclusive, um ponto de parada, ideal para refrescantes mergulhos.

Mas é em Piaçabuçu que o Velho Chico, como é carinhosamente chamado, exibe um cenário incomum: praias emolduradas por coqueirais, dunas e ilhas fluviais que embelezam a paisagem da região. Não é à toa que os turistas nacionais e estrangeiros ficam encantados com tanta beleza.

A região tem também muita história. A Rota do Cangaço e os Caminhos do Imperador são roteiros imperdíveis. O primeiro, conta a história de Lampião, que foi morto na região. Na cidade de Piranhas, os visitantes podem conhecer melhor esse passado no Museu do Cangaço.

Depois de 150 anos da passagem de Dom Pedro II pelas cidades alagoanas banhadas pelo Velho Chico, foi lançado o roteiro Caminhos do Imperador, que revive essa passagem da história de encanto e cultura. Os visitantes podem conhecer, além da natureza, toda a magia dos municípios de Piaçabuçu, Penedo, no Sul; Piranhas e Delmiro Gouveia, no Alto Sertão alagoano.

A região do São Francisco é repleta de beleza, história e curiosidades. É um mergulho nas raízes sertanejas e brasileiras.

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