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Voo da Gol para SP atrasa quase 2 horas

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Após o cancelamento dos voos de anteontem, de São Paulo a Bauru e de Bauru a São Paulo, que seriam operados pela Gol Linhas Aéreas, passageiros que fariam os mesmos trajetos na manhã e tarde de ontem voltaram a ser vítimas de transtornos gerados por atrasos nos voos. Além disso, clientes que fariam conexões para outros aeroportos a partir de Congonhas acusaram a companhia aérea de overbooking - quando a empresa vende mais passagens do que o número máximo de acentos disponíveis na aeronave, o que é proibido por lei.

No Aeroporto Moussa Tobias, o voo com destino à Capital do Estado estava marcado para as 13h30. O avião, porém, decolou com 1h40 de atraso, irritando os passageiros, especialmente os que já tinham sido impossibilitados de viajar na tarde de anteontem ou que perderam os voos de conexões em Congonhas por conta do horário.

É o caso do empresário Roger Guedes. Com compromissos profissionais em Brasília (DF) no fim da tarde de ontem, ele aguardava a chegada da aeronave em Bauru, quando recebeu a informação de que não haveria em São Paulo outros voos pela Gol com destino à capital federal.

"Estava tudo programado e agora eu não sei o que poderá ser feito. Meia hora antes do horário marcado, funcionários já avisaram que o voo iria atrasar", contou.

Gilmara Aparecida da Silva transferiu sua passagem de anteontem para ontem. O voo para São Paulo partiu do Moussa Tobias às 15h. Já em São Paulo, ela conversou com o JC por telefone e contou que também iria para Brasília. No entanto, ela afirma que havia outros voos disponíveis com destino à Capital federal.

A professora acusa a Gol pela prática de overbooking. "Queriam inclusive tirar minha bagagem do avião. Havia um número muito maior de pessoas esperando pelo voo do que as que, de fato, embarcaram. Muitos desistiram e sobraram pouquíssimas poltronas livres na aeronave", apontou Gilmara.

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Empresa nega ?overbooking?


Acionada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Gol Linhas Aéreas negou veementemente a prática de overbooking (quando a empresa vende mais passagens do que o número máximo de acentos disponíveis na aeronave), pois além de ir de encontro à lei e às normas da empresa, o próprio sistema utilizado não permite que a venda de passagens seja maior que o número de poltronas disponíveis nos voos.

De acordo com a companhia, a aeronave utilizada para os voos entre Bauru e São Paulo tem capacidade para 144 passageiros, sendo que apenas 135 estiveram no voo que partiu do Moussa Tobias.

Quanto ao atraso nos voos de ontem, alegou que más condições meteorológicas inviabilizaram temporariamente operações aéreas. A Gol afirma também que a necessidade de alternar voos para outros destinos, por uma questão de segurança operacional, gerou atrasos ao longo da malha em alguns aeroportos, atingindo também Bauru.

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Demora da Capital a Bauru


O feriado de Páscoa terminou mal também para quem viria de São Paulo a Bauru no voo da Gol da manhã de anteontem. Enquanto passageiros que sairiam da cidade com destino à Capital do Estado registravam boletim de ocorrência contra a companhia aérea, a mesma falta de informações foi relatada por quem estava do outro lado da ponte aérea.

A mesma aeronave que, de acordo com a Gol, precisou ontem de manutenção não-programada, traria os passageiros de São Paulo para Bauru com decolagem prevista para 10h27 de ontem.

"Quando eram 11h, avisaram do atraso e que a previsão para saída era ao meio-dia. O tempo foi passando e os funcionários muito mal preparados, a cada vez que se dirigiam até nós, anunciavam mudanças no horário de decolagem", afirma Amanda Siqueira, 32 anos, que voltava de Goiânia para Bauru em aeronaves da Gol, com conexão em Congonhas.

A empresa ofereceu ônibus para transportar os passageiros em Bauru. Os veículos, porém, saíram de São Paulo por volta das 16h50.

"Cheguei em São Paulo por volta das 22h30. Seria mais cedo se tivesse vindo de ônibus de Goiânia para cá. Eu ainda paguei mais barato pela passagem aérea porque comprei com mais de um mês de antecedência, mas algumas pessoas tiveram prejuízos muito grandes vindo de ônibus", conta a passageira.

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