Bauru registra o primeiro lugar das cidades de São Paulo infectadas pela dengue. Daqui para diante, a hemorrágica se torna uma calamidade pública com riscos de vida a todos os infectados. As denúncias de prováveis focos são feitas aos órgãos e vão para os registros estatísticos. "Providências imediatas se defrontam com a burocracia presente no serviço público mal administrado e improdutivo". Caso concreto: próximo ao Bosque da Comunidade, residência abandonada há mais de 3 anos, a rua João Abo Arrage, 4-52, é um provável foco, já que 4 pessoas vizinhas estão infectadas.
A Vigilância Sanitária alega que não pode fazer nada porque a residência está fechada e não pode fazer a fiscalização. Ainda mais, pede ao denunciante, que "descubra" o proprietário, para notificá-lo. Entendemos que isso já se configura a nível de irresponsabilidade e descaso. Isso porque, com fatos como esse relatado e, em havendo risco de vida, o poder público pode tomar ações de polícia para, de imediato, adentrar ao local para a ação fiscalizadora.
O que está faltando são ações concretas que, infelizmente, não são tomadas. As denúncias à Vigilância Sanitária foram feitas há mais de 10 dias e, até agora, só justificativas. Quantos casos são recebidos da população diariamente e quais as ações concretas e efetivas?
Sebastião Godoy