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Onda de tornados já é segunda mais letal da história dos EUA

Folhapress
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Washington - Os tornados que varreram o sul dos Estados Unidos na semana passada já causaram pelo menos 342 mortes, fazendo desta onda a segunda mais letal da história do país.

Desde 1925, quando 747 pessoas morreram em tornados em sete Estados, não havia tantas mortes.

Até o início da tarde de ontem, um milhão de casas no Alabama continuavam sem energia elétrica.

Cadáveres estão sendo armazenados em caminhões refrigerados. As autoridades estão implorando por equipamentos como lanternas.

Pela manhã de ontem, autoridades contabilizavam 254 mortos no Alabama, 34 no Tennessee, 33 no Mississippi, 15 na Geórgia, 5 na Virgínia e uma em Arkansas. De acordo com a Eqecat, uma empresa que desenha modelos de medição de catástrofes, os tornados causaram prejuízos entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões.

O prefeito de Tuscaloosa (Alabama), Walt Maddox, disse que o tornado causou uma "crise humanitária?? na cidade de 83 mil habitantes.

Cerca de 446 pessoas ainda estão desaparecidas. "Pusemos times de cães farejadores de cadáveres, que estão esquadrinhando a cidade em busca dos desaparecidos", disse Maddox.

O presidente americano, Barack Obama, chegou ao Alabama quinta-feira. "Eu nunca vi uma devastação como esta", ele disse durante visita a Tuscaloosa, onde pelo menos 45 pessoas foram mortas e bairros inteiros estão destruídos.

Pelo menos um dos tornados - um monstro de 330 quilômetros por hora que deixou 13 pessoas mortas na cidade de Smithville, Mississippi- entrou na categoria EF-5 do Serviço Nacional de Meteorologia, dos tornados mais devastadores.

Anteontem, várias pessoas retornavam a suas casas para ver não apenas a destruição dos tornados, mas também os saques. "Na primeira noite eles roubaram minhas joias, meu relógio e minhas armas", disse Shirley Long.

"Na noite passada, eles estavam lá roubando de novo." A polícia de Tuscaloosa impôs um toque de recolher e recebeu reforços da Guarda Nacional para tentar evitar os saques.

Os tornados destruíram também estações dos bombeiros e da polícia.

"Tem sido muito difícil coordenar o resgate porque muitas das pessoas afetadas são as mesmas que poderiam estar nos ajudando agora", disse a irmã Carol Ann Gray, dos Serviços Sociais Católicos em Tuscaloosa.

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