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Marina Silva defende adiamento da votação do Código Florestal

Folhapress
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Rio - A ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, que concorreu à presidência da República na última eleição pelo PV, defendeu ontem, no Rio de Janeiro, o adiamento da votação do novo Código Florestal.

"A presidenta Dilma se comprometeu no segundo turno das eleições que, se não houvesse uma proposta razoável, ela vetaria", afirmou. "O melhor é adiar a votação para que se tenha um tempo e, de forma transparente, discutir com a sociedade."

Marina Silva participou, na capital fluminense, de mais uma rodada de discussões promovida pelo PV na campanha de "transição democrática" do partido, lançada há pouco mais de um mês.

Os integrantes do PV que defendem essa ideia, do qual Silva faz parte, propõem mudanças no estatuto, como em relação às diretorias do partido (que, hoje, são provisórias) e ao tempo de permanência no cargo do presidente nacional (que, atualmente, é ilimitado).

"Defendemos que o mandato seja de dois anos", disse Silva.

Antes do Rio de Janeiro, o debate já foi realizado no Estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Espírito Santos, além do Distrito Federal.

Votação fica para quarta

A votação do Código Florestal na Câmara deve ocorrer na próxima quarta-feira em sessão extraordinária. O líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que o relatório, do jeito que está, pode ser votado por meio de acordo.

"O relatório de Aldo Rebelo (PC do B-SP) é muito equilibrado e o discurso está completamente afinado no governo", disse.

Antes da votação do código é preciso analisar outras medidas provisórias consideradas prioritárias pelo governo. Entre elas, a MP 517, que prorroga por 25 anos a Reserva Global de Reversão (RGR).

Trata-se da destinação de 1,5% da conta de luz para um fundo do governo. Por ano, o fundo arrecada mais de R$ 1 bilhão.

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