Regional

Morte de músico causa comoção em Itapuí


| Tempo de leitura: 2 min

Itapuí ? A morte do músico de Itapuí (44 quilômetros de Bauru) Antônio Henrique Albino, na madrugada de ontem, aos 46 anos, vítima de um câncer no intestino ? que acabou se alastrando para o pâncreas e o fígado ? causou comoção entre os moradores do município. Apaixonado por música sertaneja, ele fez parte do grupo "Som da Terra", bastante conhecido em Itapuí no final da década de 80 e década de 90.

Segundo o assessor parlamentar José Eduardo Amantini, amigo pessoal de Albino, com quem tocou no mesmo grupo, o músico descobriu que estava com a doença em setembro do ano passado. Desde então, ele passou a realizar o tratamento no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú.

Nos últimos meses porém, seu quadro de saúde se agravou. No último domingo, já bastante debilitado, sem se alimentar e conversar, ele foi internado no hospital da cidade, onde faleceu ontem, à 1h15. Seu enterro ocorreu ontem, às 17h, no cemitério de Itapuí.

Para Amantini, Albino, que trabalhou como motorista na avícola Santa Cecília e foi segurança em uma das duas agências bancárias do município, conquistando muitos amigos, deve ser lembrado pela sua alegria, bondade e paixão pela música sertaneja. "Ele tinha um coração enorme. Era uma pessoa do bem e um grande músico", diz emocionado. "A viola era para ele uma irmã que ele não teve".

O amigo destaca que o "Som da Terra", grupo formado em 1989, do qual os dois faziam parte ? Amantini fazia a primeira voz e Albino era guitarrista e fazia a segunda voz ? ficou em primeiro lugar no Festival Sertanejo de Duartina, realizado em julho de 89. Além deles, também integravam a banda Romecildo Ribeiro (baixista) e Vanderlei Zanciani (baterista).

No repertório dos amigos, que vinham de famílias humildes e realizavam seus ensaios duas vezes por semana, estavam canções de duplas sertanejas tradicionais na época, como Chitãozinho & Xororó, Gian & Giovani, Matogrosso & Mathias, João Mineiro & Marciano, Milionário & José Rico, entre outros artistas.

As apresentações aconteciam em festas populares, quermesses e lanchonetes da cidade e da região. Segundo o assessor, o grupo deixou de existir em 1995, mas a paixão de Albino pela música não. Para matar as saudades das canções sertanejas, ele tocava e cantava em festas sempre que alguém pedia uma "palhinha".

Ultimamente, o músico também fazia parte do coral da igreja da cidade. "Ele era um artista em cima e fora dos palcos", destaca Amantini. Solteiro e sem filhos, Albino deixa o pai ? de quem cuidava em razão de um derrame ocorrido há cerca de três anos ? e três irmãos (a mãe faleceu há vários anos).

Ontem, Luiz e Carlos Spírito, membros do Coral da Igreja Católica, Donizete Fracaroli, Jorge Corrêa, Adão, Toninho de Marques, funcionários da Avícola Santa Cecília, Gilson Sebastião e Ivo Barnabé, além de Amantini, estiveram do velório do amigo para prestar suas últimas homenagens.

Comentários

Comentários