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Purificação do PSDB

Pedro Tobias
| Tempo de leitura: 3 min

O processo desencadeado no PSDB paulistano serve de exemplo para os demais companheiros tucanos de todo o nosso Estado de São Paulo. Ao contrário do que parte da imprensa da Capital tem dito, esse momento atual não se trata de "demolição" ou "arenização" do partido, mas de "purificação" e de "fidelidade" às diretrizes internas do PSDB.

Na verdade, esses órgãos de comunicação não deveriam entrar no jogo desses dissidentes e acusar o governador Geraldo Alckmin pelas respectivas desfiliações tardias do partido e deveriam aproveitar este episódio de depuração para cobrar mais ética e respeito daqueles que foram embora e tentam, agora, posar como vítimas deste processo.

A trajetória e a conduta ilibadas de Geraldo Alckmin como homem público há quase 30 anos, desde vereador e prefeito de Pindamonhangaba até governador pela terceira vez do nosso Estado, não podem ser questionadas ou julgadas com a mesma leviandade dos dissidentes infiéis que, desde 2008, haviam perdido o respeito e a credibilidade da aguerrida militância tucana. Os dissidentes, na verdade, foram condenados pelas suas próprias palavras e ações dos últimos anos, e não pela "perseguição" como alegam os camaleões individualistas e submissos ao projeto político-partidário do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e seu PSD.

Ressalto que, neste momento, o governador Geraldo Alckmin está muito mais preocupado em resolver os problemas administrativos e implementar novos projetos que continuarão melhorando sensivelmente a qualidade de vida da população. Lembro ainda que ele foi conduzido novamente ao Palácio dos Bandeirantes pelas mãos de milhões de paulistas que, de forma democrática, suprapartidária e sábia, souberam reconhecer, mais uma vez, a seriedade e a competência de Geraldo Alckmin para cuidar dos destinos de São Paulo para os próximos quatro anos.

Tendo plena consciência deste compromisso com a população paulista, é que o governador tem evitado polemizar com àqueles que não tem a mesma grandeza de estadista e só dedicam suas 24 horas por dia para fazer fofocas, intrigas e mentiras. Geraldo Alckmin, assim como todos nós, autênticos e fiéis companheiros do PSDB, sabemos que o nosso Estado de São Paulo é muito maior e mais importante que o nosso partido, que também é muito mais representativo do que os dissidentes. É com essa prática cotidiana que Geraldo Alckmin, como todo bom cristão, tem sido tolerante com àqueles que, recentemente, cuspiram no próprio prato que comeram nos últimos anos e, agora, tentam posar de vítimas num processo que, na verdade, são protagonistas como Judas.

Vejo este momento interno como histórico e importante para o nosso PSDB paulista e brasileiro, pois sairemos dele mais purificado, forte e unido, respeitando a nossa trajetória de ética, de lutas e conquistas sociais para a população. Tenho plena convicção de que essas e talvez outras dissidências eram e serão necessárias para resgatarmos a nossa verdadeira identidade partidária e compromisso social, assim como fizeram Franco Montoro e Mário Covas, e fazem Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin.

Afinal, reconhecer seus próprios erros, corrigi-los a tempo de preservar e avançar na nossa rica história de lutas e conquistas também são virtudes do PSDB, que está tendo a coragem, mesmo tardiamente, de cortar na própria carne em defesa do crescimento qualitativo do partido, construído pelos verdadeiros tucanos e não por camaleões oportunistas de plantão. Preferimos um PSDB mais autêntico e fiel às suas raízes e tradições. Esse será o nosso novo desafio. Avante tucanos!

O autor, Pedro Tobias, é deputado estadual pelo PSDB

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