Éder, Felipe, Flávio, Alisson, Alan, Wagner, Rogério, Jonatas, Tiago e João Gabriel. Guarde esses nomes, pois alguns deles certamente estarão em quadra em pouco tempo defendendo o Brasil em Olimpíadas e Mundiais de Vôlei. Ontem, integraram o time brasileiro que derrotou a Holanda, em amistoso realizado em Bauru, por 3 sets a 0. Os garotos de 17 anos formam a Seleção Brasileira infanto-juvenil, que fará mais dois jogos na cidade e está em preparação para o Campeonato Mundial da categoria, que será realizado na Argentina, em agosto.
O ponta Alan, carioca e que joga no Botafogo, está na Seleção há dois meses em sua primeira convocação e afirma que a experiência está sendo importante. "A experiência está sendo muito boa para mim", comenta. O atleta ainda analisa os adversários europeus. "Os holandeses têm uma equipe difícil, têm bom saque. Mas nosso time foi superior e conseguiu jogar melhor", considera.
O meio de rede Flávio, mineiro e jogador do Minas Tênis, é um "veterano" de Seleção Brasileira. O jogador integrou a equipe vice-campeã sul-americana, no ano passado. "O campeonato foi na Venezuela e a gente perdeu para a Argentina. O campeonato foi classificatório para o Mundial", lembra. "Agora estamos fazendo uma preparação para o Mundial, a Holanda é uma seleção europeia, com um estilo de jogo diferente e cabe à nossa equipe fazer tudo em quadra, brigar para chegar bem ao Mundial", aponta.
O paranaense Rogério, líbero do Maringá e da Seleção Brasileira, também defende o País pela primeira vez. "Está sendo bem difícil, a Holanda está sendo um bom teste. O saque deles é bom", analisa. O jogador fala também do primeiro contato com a torcida bauruense. "Foi muito bom a torcida, muito importante o apoio", observa.
O oposto Wagner também disputou o Sul-Americano pelo Brasil no ano passado. "Tivemos algumas mudanças e estamos com um grupo maior para poder treinar. Ainda estamos afinando. Estes são os primeiros amistosos que a gente faz neste ano", declara. Wagner afirma que os amistosos são imprescindíveis na preparação para o Mundial para testar o comportamento da equipe. "É importante jogar contra outras equipes, além de fazer coletivo contra nós mesmos. É importante a interação, experiência nova, ver como a gente age em jogo, o que é o mais importante, porque treinar a gente pode até treinar bem, mas o que vale mesmo é no jogo", salienta o mineiro, que joga pelo Sesi.
Bom para o coletivo
O técnico Percy Oncken destaca que os jogos contra a Holanda estão propiciando experiência para o jovem grupo que tem em mãos, melhorando o time coletivamente. "Estamos tendo a oportunidade de jogar com todos os meninos. A cada hora é uma equipe diferente e isso vai nos dar garantia de deixar os meninos mais aptos para representar o País", analisa.
O treinador do Brasil acredita que a Holanda, no atual estágio da preparação, é um adversário interessante para os objetivos brasileiros. "Neste momento do nosso trabalho está sendo um adversário interessante. Talvez, daqui a dois meses, com a equipe mais reduzida, talvez eles estejam mais atrás. Mas neste momento está bom, porque estou rodando todo mundo", observa.