Turismo

Do Metropolitan ao Guggenheim


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Visitar um museu em Nova York pode ser uma experiência e tanto. Imagine que a cidade tem mais de 150 acervos, do tradicionalíssimo Metropolitan Museum of Art a um lugar inteiramente dedicado à arte ucraniana! Em matéria de esquisitice, aliás, pouca coisa parece superar o Museu de Finanças Americanas, com equipamentos usados em Wall Street. Mas há muito mais: um museu só de esboços e desenhos, outro dedicado às crianças, um sobre bombeiros - e por aí vai.

Ninguém, claro, consegue passar por todos eles, mas alguns merecem, pelo menos, uma espiada. Facilitamos sua vida e separamos o joio do trigo. Veja cinco dicas obrigatórias - três delas estão incluídas entre as seis atrações do New York City Pass, passe válido por dez dias, que custa US$ 53 e pode ser comprado nos museus participantes.


American Museum Of Natural History - Perfeito para os pequenos. Com quatro andares, o Museu de História Natural está ao lado do Central Park e tem tudo que seu filho sempre quis saber sobre fauna e flora e você nunca soube como responder. Entre dinossauros - até janeiro há uma exposição, "Dinosaurs, Ancient Fossils, New Discoveries", só sobre eles - e animais da selva, há uma mostra sobre a Amazônia brasileira e peruana, com direito a um filme sobre a extração do látex e a vida dos índios e seringueiros.

Outra área que mexe com a garotada é o primeiro andar, com cenários da evolução da vida marinha. Grande aula de biologia. Central Park West com a 79; (00?1-212) 769- 5100; www.amnh.org. Entradas a US$ 14; crianças pagam US$ 8. Quem quiser incluir a exposição sobre os dinossauros na visita paga um pouco mais: US$ 30 - ou US$ 19, para crianças de até 12 anos. O museu está no City Pass.


Brooklyn Museum - Eis uma grande surpresa. O Brooklyn Museum não faz feio a nenhuma investida cosmopolita de Manhattan. Depois da exposição de Basquiat, no início do ano, divulgada no mundo inteiro, o lugar traz, agora, uma mostra sobre os anos londrinos de Monet (até 4 de setembro).

Ponto também para as coleções de arte africana, americana, de pintura renascentista e de esculturas egípcias. O lugar conta, ainda, com obras de Degas, Cézanne e Picasso, entre outros artistas. Fica no 200, Eastern Parkway; (00?1-718) 638-5000; www.brooklynmuseum.org. Entradas a US$ 8.


Guggenheim Museum - Talvez o mais famoso seja o de Bilbao, na Espanha, mas esse Guggenheim de Nova York merece uma visita. De arquitetura arrojada - a grande atração idealizada por Frank Lloyd Wright -, foi inaugurado em 1959. Até 28 de agosto, terá uma exposição de fotografias de Robert Mapplethorpe. A partir de 16 de setembro, uma mostra sobre arte russa toma suas principais galerias. Fica no número 1.071 da Quinta Avenida; (00?1-212) 423-3500; www.guggenheim.org. Entradas a US$ 15. O museu está no City Pass.


Metropolitan Museum Of Art - Com o slogan 5 mil anos de arte, o Metropolitan, ou Met, para os íntimos, é imperdível. O classudo museu é programão de dias inteiros. Não há de faltar o que ver. Na galeria dedicada aos pintores europeus, por exemplo, há nada menos que 37 quadros de Monet, 21 obras de Cézanne e 5 pinturas de Vermeer - o que faz do Metropolitan o museu que mais possui obras do artista holandês.

A escultura européia também está bem representada, com 50 mil objetos. A área dedicada à arte greco-romana conta com outros 35 mil trabalhos, do período neolítico até o ano 312 antes de Cristo. O Instituto de Moda abrange sete séculos. E por aí vai. Em cartaz, uma mostra sobre Matisse - até 25 de setembro. O Met fica no número 1.000 da Quinta Avenida; (00?1-212) 535-7710; www.metmuseum.org. Entradas a US$ 15.


Museum Of Modern Art - Idealizado nos anos 1920 por John Rockfeller Jr., entre outros influentes da época, o MoMA é uma instituição de Manhattan. O museu ficou 14 meses fechado para reforma e ampliação e reabriu há menos de um ano. Continua um programa de dia inteiro. Há exposições de arquitetura e design (com exemplares dos irmãos Campana), desenhos, pintura e escultura, fotografia e uma mostra de filmes.

Entre Andy Warhols e Roy Lichtensteins, há esculturas de Gaudí, quadros de Miró e um cobiçadíssimo Picasso. O MoMA fica no 11, West 53 Street; (00?1-212) 708- 9400; www.moma.org. Entradas a US$ 20. Às sextas-feiras, entre 16 e 20 horas, a entrada é franca. Está incluído no City Pass.

? Serviço

A TAM Linhas Aéreas tem voos diários para Nova York ( John Kennedy).www.tam.com.br.


Visto para os EUA

Se você pretende viajar e ainda não agendou o visto, corra. Em SP, há necessidade de agendar bem antes da data da viagem a entrevista. A taxa de agendamento é de R$ 38,00 (vale até cinco pessoas da família). No visto-eua.com.br você preenche o formulário e anexa uma foto. A emissão do documento custa US$ 131 ? valor convetido em reais no dia do pagamento, que deverá ser feito em dinheiro. No dia da entrevista, leve todos os documentos que comprovem seu vínculo com o Brasil (carteira de trabalho, declaração de imposto de renda, holerites, extratos bancários e até documento do carro).


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Times Square traduz brilho
da metrópole


Feche sua viagem com um roteiro pela região da Times Square - aquela dos outdoors que parecem ter todas as luzes do mundo - e inclua, claro, os teatros da Broadway. Afinal um giro por Nova York só fica completo depois que se experimenta pelo menos um pouco do burburinho dessa área, sempre apinhada de turistas. De acordo com o NYC & Company, cerca de 26 milhões de visitantes, domésticos e estrangeiros, passam por lá todos os anos. As opções de tours guiados são as mais divertidas.

Quinze teatros estão no tour Broadway Open House. Nele, é possível conhecer os bastidores de duas casas de espetáculos e saber um pouco mais dos astros e estrelas que pisaram naqueles palcos. Um diferencial bacana são os guias especializados em design, que falam sobre a arquitetura da região. Leva aproximadamente duas horas. Informações: www.livebroadway.com; (00?1-212) 398-8383. O tour parte do Broadway Ticket Center, no Times Square Information Center (entre as ruas 46 e 47). Preço: US$ 25 por pessoa.


Times Square


O sucesso da Times Square começou em meados de 1880, quando Oscar Hammerstein ergueu o Teatro Olympia na região, então abandonada. A atitude inspirou outros executivos e em pouco tempo, a área foi tomada por uma dúzia de casas de espetáculos. A revitalização completa, porém, só começou quando o jornal "The New York Times" se mudou para lá, em 1904.

A degradação voltou nos anos 1960, com a chegada de prostitutas, peep shows e cinemas pornôs. Tornou-se o símbolo da decadência. Tudo mudou em 1990, quando o prefeito Rudy Giuliani baniu essas casas.

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