Washington - Novas revelações a respeito da operação secreta que matou Osama bin Laden reforçaram ontem as suspeitas acerca da veracidade da versão oficial da Casa Branca.
Funcionários do próprio governo dos EUA disseram ao jornal "New York Times" que os agentes americanos enfrentaram resistência armada de apenas uma pessoa e neutralizaram sem dificuldade a defesa do terrorista.
Segundo as autoridades americanas, que falaram sob anonimato ao jornal, os tiros foram disparados pelo mensageiro de Bin Laden - que, na versão do governo, permitiu a descoberta do esconderijo- e ainda fora da casa.
Abu Ahmed al Kuwaiti foi, porém, morto rapidamente, junto com uma mulher que o acompanhava, pelos cerca de 20 Seals -força especial americana- que fizeram a linha de frente da operação.
Após o confronto, os agentes especiais encontraram o caminho livre para entrar na casa e se dirigir ao quarto onde se encontrava Bin Laden, no terceiro e último andar. No caminho, ainda segundo o relato ao "New York Times", o irmão do mensageiro também foi morto ao supostamente preparar uma arma para disparar nos agentes.
E, ao chegar ao recinto onde estava o terrorista, as forças americanas o acharam desarmado, mas com um fuzil AK-47 e uma pistola à mão e ao lado de uma mulher. Bin Laden foi então morto com um tiro na cabeça. E a mulher, ferida numa perna. O relato contradiz em vários pontos a versão oficial.
Em um primeiro momento, os EUA disseram que os seus agentes se depararam com cerrado tiroteio de cerca de 40 minutos para alcançar Bin Laden no último andar. Este, por sua vez, portava uma arma e tentou resistir, inclusive fazendo a acompanhante - que seria a sua mulher- como escudo humano. Já na terça, foram feitos reparos à versão pelo próprio governo americano, que disse que Bin Laden não estava armado nem usou a acompanhante, que não era sua mulher, como escudo humano.
E, ontem, a TV Al Arabiya divulgou relato de uma das filhas de Bin Laden, que estava no local, dizendo que seu pai foi pego ainda vivo, sendo portanto executado.
Ontem, um alto funcionário do governo paquistanês corroborou a versão, dizendo à agência Reuters que o líder foi morto "a sangue frio".
Hillary atribui à alergia expressão em foto
Roma - Uma alergia, e não o nervosismo, pode explicar a expressão da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, enquanto assistia à operação para matar Osama bin Laden. A foto de Hillary, o presidente Barack Obama e outras autoridades dos EUA assistindo ao vivo à operação na sala de situação da Casa Branca se tornou uma das imagens mais marcantes da missão. A foto mostra Hillary levando a mão à boca, no que parecia ter sido um gesto de ansiedade sobre o resultado da operação.