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Entrevista da Semana: Divaldo Disposti


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Você já realizou seus sonhos? O empresário Divaldo Disposti se considera um realizador de sonhos desde menino e, para ele, o segredo do sucesso está na positividade. "Desde que você coloque energia positiva e queira o bem de todo mundo, você só vai atrair coisa positiva. Minha vida vem assim: eu lanço coisas positivas e as recebo de volta. Então, pense dessa forma e trabalhe para isso. Eu falo que, quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho. Com a força de Deus, você deve buscar os seus sonhos".

Menino de infância humilde e muito feliz, ele nasceu na cidade de Braúna e passou por muitas outras do Interior de São Paulo até chegar, se apaixonar e se fixar em Bauru. "Apaixonei-me por Bauru e decidi que não sairia mais daqui", diz.

Sonhador e batalhador, ele subiu degrau por degrau, deu passo por passo até se lançar como um dos maiores empresários da cidade no ramo da educação. Atualmente, participa de um empreendimento na área de shopping center.

A importância e o amor pela família e o sonho de conhecer o mundo, já colocado em prática com 47 países visitados, também fazem parte da entrevista que ele concedeu ao Jornal da Cidade. Leia os principais trechos.


Jornal da Cidade - O que enche seus olhos de lágimas quando fala da infância?

Divaldo Disposti - Minha infância foi muito humilde, mas também muito feliz. Meus pais eram lavradores e nós morávamos no campo na cidade de Braúna. Sempre fomos uma família tranquila e unida, porque meus pais eram muito equilibrados. Eles sofreram muito para nos criar, mas sempre fizeram de tudo para que nada faltasse. Tudo era difícil. Andávamos cinco quilômetros na ida e na volta da escola todos os dias, isso com 7 anos de idade. Meus pais sempre tinham em mente que eu e meus irmãos estudaríamos até a faculdade.


JC - Isso contribuiu para o valor das conquistas?

Divaldo - Eu sempre fui um sonhador. Desde pequeno eu já sonhava, imaginava e planejava a minha vida. Eu me espelhava nas pessoas que vieram de baixo e tiveram sucesso na vida. Esses eram meus heróis, como o Sílvio Santos, por exemplo. Idealizava uma profissão onde pudesse desenvolver minhas ideias e pudesse mudar a minha vida e a vida de minha família. E Deus foi muito generoso comigo. Sou uma pessoa que teve a infância sofrida, mas que conseguiu ser feliz, sempre.


JC - Era do tipo de garoto que comia frutas nas árvores? (risos)

Divaldo - (Risos) Ah, eu vivia no mato pegando frutas silvestres. Chegava da escola, já fazia a tarefa para cair no mato, no meio das roças... Era muito gostoso. Era muito feliz. Lembro-me das reuniões no sítio para os Natais. Aquela família imensa e unida. Nossa... e as quermesses rurais onde tudo era novidade: tubaína, frango assado com recheio de farofa, o correio elegante... Fiquei no sítio até os 14 anos e nos mudamos para Birigui, onde passei a trabalhar e a estudar. Mas voltamos para o sítio pouco tempo depois.


JC - Não se adaptaram à vida urbana?

Divaldo - Na verdade meu pai não se adaptou porque estava muito acostumado com a roça, e nós voltamos para o sítio onde fiquei por mais três anos. Depois fui para Clementina, onde fiz grandes amigos que guardo até hoje. Foram três anos muito bons. Já adolescente, eu ainda tinha aquele ar sonhador, sempre querendo mais. Nessa época, morava em uma casa em que o piso era de chão, mas já tínhamos televisão (risos). Terminado o antigo colegial, eu fui para Araçatuba em busca de uma faculdade.


JC - E qual foi o curso escolhido?

Divaldo - No início meus pais ficaram no sítio e eu fui viver com um casal de primos. Comecei a trabalhar e a fazer faculdade de ciências contábeis. Mais tarde, meus pais não aguentaram a saudade dos filhos (um irmão foi logo depois de mim) e se mudaram também para Araçatuba. Estudava e trabalhava como vendedor de calçados até passar em um concurso do Banco Comind. Lá fiquei de 1978 até 1985. Mesmo trabalhando era difícil pagar a faculdade, porque eu precisava sustentar meus pais. Então, consegui uma parte da bolsa na prefeitura, outra no banco e outra no diretório acadêmico da faculdade. Foi nesse período que conheci minha esposa, que era da minha sala. Começamos a namorar, casamos no início da década de 80 e oito meses depois ela estava grávida do Daniel. Foi quando começou uma nova etapa na minha vida e no banco.


JC - Foi promovido a pai e a gerente?

Divaldo - Quando meu filho estava com 90 dias eu era gerente operacional do Comind de Araçatuba, isso em 1985. Fiquei na cidade por uns dois anos e recebi uma promoção para ser gerente geral da agência de Tupã. Cheguei em Tupã em abril e em novembro o Comind quebrou. Foi um transtorno na minha vida, mas precisei recomeçar. Comecei dando aulas de contabilidade bancária. Eu tinha apenas 25 anos, estava em uma cidade nova e com um bebê. Mas tudo é um aprendizado e, depois que passa, você percebe o quanto esses aprendizados são importantes para o crescimento pessoal. Bom, depois recebi um convite para trabalhar no Unibanco de Presidente Venceslau e lá ficamos mais um ano. Depois fui ser gerente geral da agência de Presidente Prudente. Também ali foi um aprendizado porque a economia estava em crise. Fiquei tão nervoso que perdi até a memória e minha esposa sempre esteve do meu lado.


JC - Sua fortaleza?

Divaldo - Com certeza. Minha esposa sempre foi uma grande companheira. Apoia-me em tudo. É amante, companheira, amiga... Minha vida. Ela sofria toda vez que a gente mudava, mas era importante porque estávamos crescendo. Bom, ficamos um ano em Presidente Prudente e fui transferido para Bauru em 1987. Quando aqui cheguei, disse que não sairia mais. Eu me apaixonei por essa cidade. Não sei explicar, até me emociono ao falar, desculpa. Fiquei relutando até que o Unibanco quis me transferir e eu não aceitei. Estava na hora de alçar meu voo. Aquele espírito sonhador falou novamente.


JC - Qual foi o próximo passo?

Divaldo - Montamos uma empresa de fomento junto com meus sócios. Ninguém faz nada sozinho. Então, nós começamos a idealizar essas empresas. Vendi tudo para começar, até meu telefone. Minha esposa e meu filho sempre comigo. Fomos evoluindo até que, em 1998, um de meus sócios me chamou para entrar no ramo da educação. Eu já tinha vontade de atuar nessa área e, como eu já disse, ninguém faz nada sozinho. Éramos em seis sócios e montamos o primeiro Colégio Fênix com 16 alunos na Araújo Leite. Trabalhamos muito, tivemos prejuízo, mas chegou uma hora em que o colégio, em sua atual sede, chegou a ter 1.435 alunos.


JC - E quanto à faculdade?

Divaldo - Veio a necessidade de uma faculdade e mais um amigo de infância se uniu ao grupo para montarmos a faculdade, em 2002. Conseguimos iniciar os cursos em 2004. Começamos com 200 alunos e quando vendemos a Faculdade Fênix para a Anhanguera, ela estava com mais de 2 mil alunos, isso em 2006. Achamos que, naquele momento, era mais prudente passar a faculdade para a Anhanguera para ela crescer ainda mais, e foi o que aconteceu.


JC - E já estava com outros projetos em mente?

Divaldo - Com certeza, já tinha outras coisas a serem feitas. Nesse meio tempo, houve o casamento do meu filho e ganhei uma filha, a Dani (sua nora). Foi mais uma alegria na nossa vida. Sempre foi assim: sonho realizado, é hora de passar o projeto para frente e deixar o espírito empreendedor falar mais alto, montar mais alguma coisa.


JC - Viagens também são sonhos realizados?

Divaldo - Ah, as viagens. O primeiro foi o Brasil, porque não dá para sair daqui sem conhecer esse lindo País. Conheço bem o Nordeste, um pouquinho do Sul e outros Estados. Acho que falta um pouco da região Norte. No Exterior, o primeiro lugar que visitei foi Cancun, no México. Todas as viagens com minha esposa e meu filho, que desde pequeno foi um filho de ouro, sempre presentes. Depois vieram Cuba e praticamente todas as ilhas do Caribe, América do Sul, países da Europa, Leste Europeu, Oriente... Já conheci 47 países. Realmente as viagens são meus sonhos realizados. Em cada um dos lugares visitados eu conheço um mundo diferente.


JC - Qual é a próxima parada?

Divaldo - Canadá e Alaska.


JC - Qual é o segredo para o sucesso?

Divaldo - Você consegue tudo aquilo que você quer. Desde que coloque energia positiva e queira o bem de todo mundo, você só vai atrair coisa positiva. Minha vida vem assim: eu lanço coisas positivas e as recebo de volta. Então, pense dessa forma e trabalhe para isso. Eu falo que quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho. Com a força de Deus, você deve buscar os seus sonhos.


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Perfil


Nome:

Divaldo Disposti

Idade:

52 anos

Local de Nascimento:

Braúna/SP

Signo:

Peixes

Esposa:

Neuza Maria

Filhos:

Daniel e a nora Daniele

Hobby:

Viajar

Livro de cabeceira:

"O Monge e o Executivo"

Filme preferido:

"Todos os filmes de 007"

Estilo musical predileto:

Rock balada

Time:

Palmeiras

Para quem dá nota 10:

Para os japoneses pela reconstrução e educação

Para quem dá nota 0:

À corrupção

E-mail: divaldodisposti@hotmail.com

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