Internacional

Otan volta a atacar área perto de complexo de ditador Gaddafi


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Washington - Forças da Otan, segundo testemunhas, voltaram a bombardear a área da capital da Líbia, Trípoli, onde fica o complexo em que mora o ditador Muammar Gaddafi. Também atacaram área residencial na periferia de Misrata, de acordo com rebeldes.

A aliança militar ocidental confirmou os ataques à capital, dizendo que eles tinham como alvo um centro de comando das forças líbias, mas não se pronunciou sobre a suposta ação em Misrata.

Única área do oeste da Líbia em que os rebeldes mantêm posições, Misrata vem sendo alvo de batalhas entre eles e as forças de Gaddafi há oito semanas. Nos últimos dias, a insurgência alega ter conseguido cercar os soldados gaddafistas na região do aeroporto, ao sul da cidade.

O governo da Líbia disse que o novo bombardeio da Otan à capital deixou quatro crianças feridas, duas delas gravemente. Em 30 de abril, ataque da aliança matou o filho mais novo de Gaddafi, Saif al Arab, e três de seus netos. O ditador líbio não aparece em público desde então, dando margem até a especulações de que estaria morto.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, imigrantes recém-chegados à ilha de Lampedusa relataram ter sido obrigados a embarcar por soldados líbios. Quase 1.900 fugitivos aportaram na ilha italiana só no último fim de semana.

Desde março, pelo menos 800 pessoas que tentaram deixar a Líbia por mar desapareceram, segundo a ONU. O embaixador da Somália na Líbia disse que, na sexta, 54 somalis morreram quando seu barco naufragou.

Migração


Forças de Gaddafi estariam obrigando líbios e imigrantes africanos a viajar para a Europa em embarcações precárias pelo mar Mediterrâneo, segundo o jornal espanhol "El Pais". Dezenas já teriam morrido no percurso devido a acidentes no mar.

Antes da revolta na Líbia, Gaddafi, antigo aliado do governo italiano, reprimia as ondas de imigrantes que tentavam usar o país para chegar à Europa. Analistas acreditam que os supostos embarques forçados seriam uma forma do ditador usar os imigrantes como "arma", para agravar a questão migratória em países que participam da coalizão que bombardeia seu regime.

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