Tribuna do Leitor

JC - edição 15.000


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Um jornal diário para poder alcançar a edição de número 15.000 é motivo para todo brasileiro se regozijar, mesmo que haja entre seus leitores aqueles que não concordam com atitudes que resvalam o mau jornalismo. A chegada desse número mágico não é para qualquer empresário que se propõe a financiar um produto que hoje enfrenta uma camada cada vez maior de concorrência.

Está aí a Internet que não deixa de mostrar sua adaptabilidade à exigência cada vez maior do consumidor brasileiro. Muitos desses empresários, ousados uns, nem tanto outros, se dispuseram a aventura de ter seu veículo de informação e acabaram dando com os burros n?água nas últimas décadas.

Centenas de diários sucumbiram no decorrer do tempo. O Jornal da Cidade de Bauru vem, galhardamente nesse tempo todo, tentando e conseguindo ser um vanguardista da imprensa interiorana. O que não pode - e esta é nossa opinião pessoal - é o jornal se fazer de desentendido pela sua direção e praticar de forma persistente a famigerada e eventual censura em textos recebidos para publicação. Abjeta, acima de tudo, a censura foi exercida num passado que para uns trás lembranças saudosas de um período negro por que passou nosso brasil varonil. Para outros, entretanto, traz recordações, cujas lembranças fazem insepultas as vítimas dos procurados desaparecidos. De qualquer forma, a histórica edição de número 15.000 que chegará dentro de pouquíssimos dias, vem coroar uma história na imprensa bauruense e quiçá brasileira.

Parabéns àqueles que um dia, capitaneados por Alcides Franciscato, João Pereira Martins, Halim Aidar e outra plêiade de pessoas ilustres da remota década que já é passado, meu particular voto de que tal marca seja duplicada nas próximas décadas e que, sem a famigerada censura, aguardemos a chegada do número 30.000...


Nicanor Amaro Silva Neto

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