As manchetes diárias do Jornal da Cidade e de outros grandes jornais do país mostram claramente que o Estado não tem condições de dar segurança ao cidadão de bem.
São noticiados fatos como arrastões em condomínios fechados, estupros de mulheres nas invasões a residências, assaltos a estabelecimentos comerciais, etc.
Ao invés de dar condições às forças de segurança estaduais e federais, gastam o dinheiro do contribuinte para indenizar a entrega vo-luntárias de armas do cidadão de bem, porque os marginais não vão entregar por R$ 100,00 uma arma que custa R$ 800,00 no "mercado negro". Se estas verbas fossem aplicadas para aumentar os salários de nossos policiais civis e militares, fornecer meios para que a Polícia Federal possa atuar melhor em nossas fronteiras ou que as autoridades quando apreendessem armas ilegais fossem premiadas com importâncias em dinheiro, com certeza o resultado iria ser surpreendente.
Um verdadeiro golpe na democracia foi o Projeto de Lei do Senado Nº 176, de 2011, apresentado pelo senador Cristovam Buarque, aquele senador que possui entre suas propostas "mais" importantes a famosa PEC da Felicidade, que propõe que seja alterada a Lei do Desarmamento em seu artigo 35 para : ""Art. 35. É proibida a comercialização e aquisição de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei, nos termos deste artigo"
Como se vê, o senador simplesmente propõe proibir a venda de armas legais para civis, em total desrespeito ao voto popular e à soberania do Povo Brasileiro, inequivocamente manifestada no referendo realizado em 2005. Observe-se que o artigo 35 objeto da proposta foi exatamente o que foi decidido pelo voto popular em 2005, em um referendo inconteste. O Senador simplesmente varre para baixo do tapete quase 60 milhões de votos, que a ele parecem não valer absolutamente nada.
Se aprovado este projeto, nós, os cidadãos de bem, seremos a caça disponível com a qual os bandidos ganham seu sustento. Só isso. Sim, porque a polícia serve quase que exclusivamente para ir atrás de quem já cometeu o crime, se e quando isto for possível. Então nossos bens servem para sustentar os criminosos e nossas famílias deverão ficar disponíveis à eventual benesse de quem invadir nossas casas, ou seja, devemos torcer para que o camarada queria apenas roubar, e não matar ou estuprar. Nós, cidadãos, não temos como pagar seguranças privados para zelar pelos nossos bens e pela segurança de nossas famílias.
Carlos Ribas