Londres - O promotor-chefe do TPI (Tribunal Penal Internacional), Luis Moreno Ocampo, pediu ontem que sejam expedidas ordens de prisão contra o ditador líbio, Muammar Gaddafi, seu filho Saif al Islam e o chefe da inteligência do país, Abdallah Al Senusi.
Os três são acusados de crimes contra a humanidade.
Caberá aos juízes do TPI analisar se as provas apresentadas pelo promotor são suficientes. Se não forem, podem recusar o pedido ou solicitar mais investigações.
Caso o aceitem, o difícil será sua execução.
O TPI não tem poder de polícia. Caberia à Líbia fazer a prisão, o que não faz sentido, uma vez que o ditador continua no poder. Outra opção é eles serem presos caso deixem o território líbio.
O subministro do Exterior da Líbia, Khalid Kaim, disse que seu país irá ignorar a decisão do TPI. A Líbia, como muitos países africanos e também os Estados Unidos, não reconhece os poderes do TPI.
Ocampo afirma ter coletado mais de 1.200 documentos e ouvido 50 testemunhos que confirmam as atrocidades comedidas pelos três.