Regional

Crianças estão sem leite na merenda

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Dois Córregos ? Crianças de 1 a 4 anos que estudam em duas escolas municipais de Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru) estão há três dias sem tomar leite no horário do chamado desjejum (espécie de café da manhã). No horário, estaria sendo oferecida apenas bolacha. A denúncia foi feita ao vereador Rogério Amaral (PPS), que resolveu conferir "in loco" a veracidade das informações. A prefeitura foi procurada, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.

Segundo funcionários de uma das unidades, a falta do produto estaria relacionada a problemas no processo de licitação. O vereador revela que, desde que a prefeitura assumiu a merenda escolar, em outubro do ano passado, os problemas com o fornecimento das refeições às escolas são constantes. No início de novembro, ele chegou a denunciar a falta de alimentos nas escolas e suposto racionamento de comida nos horários da merenda. "Precisava ter um respeito maior com a merenda escolar", declara.

Nesta semana, de acordo com o vereador, novas denúncias chegaram até ele, desta vez sobre a falta de leite, desde quarta-feira, na Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil (Emefei) Oscar Novakoski e no Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Professora Maria Helena Capelini Rodrigues. "As crianças das creches, de 1 a 3 anos, estão sem leite, comendo bolacha pura. Nem um chá sequer eles estão oferecendo", afirma. "E, no cardápio da merenda escolar, consta bebida láctea e biscoito no desjejum".

Ontem, o parlamentar protocolou requerimento na Câmara pedindo informações da prefeitura sobre o cardápio da merenda oferecida nas escolas municipais, eventuais problemas relacionados à falta de alimentos e qualificação e carga horária dos funcionários que trabalham nas creches. Além disso, ele questiona a maneira como a carne da merenda é transportada e se há fiscalização da Vigilância Sanitária.

A reportagem do Jornal da Cidade entrou em contato com o assessor de imprensa da prefeitura para obter informações sobre a falta de leite nas escolas e eventual regularização do problema, mas o responsável não foi localizado. A telefonista pediu para que entrasse em contato com o chefe de gabinete do Executivo, Fausi Henrique Mattar, por celular. Apesar de duas tentativas, ele não atendeu as ligações e, até o fechamento desta edição, não havia retornado os telefonemas.

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