Nova York - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) seguirá adiante com o plano de pedir o reconhecimento formal de um Estado palestino à Nações Unidas, em setembro.
A promessa foi feita anteontem pelo veterano Nabil Shaat, um dos principais assessores do presidente da ANP, Mahmoud Abbas.
A declaração surgiu um dia depois de o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, deixar claro ao presidente americano, Barack Obama, que seu país rejeita o reconhecimento de um Estado palestino nas fronteiras que existiam antes da ocupação israelense iniciada após a guerra de 1967.
Os EUA rejeitam uma decisão vista como unilateral e defendem uma solução negociada.
A definição das fronteiras de um futuro Estado palestino é um dos principais entraves à retomada formal das negociações de paz, que permanecem congeladas apesar da pressão da Casa Branca.
Os palestinos exigem que Jerusalém Oriental seja a capital e dizem que um Estado é inviável com a atual presença de blocos de assentamentos judaicos na Cisjordânia.
Israel alega que Jerusalém é sua capital indivisível e que é impossível remover populações instaladas há anos nos assentamentos.
Na visita à Casa Branca anteontem, Netanyahu disse ao presidente americano que Israel está pronto para fazer concessões, mas que isso não significa que possa "haver paz baseada em ilusões".
Netanyahu afirmou ainda que não negociará com os palestinos depois que Abbas, do partido laico Fatah, integrou no governo o grupo Hamas, um misto de partido islâmico radical e milícia que controla a faixa de Gaza e não reconhece Israel.
Rompidos havia cinco anos devido a disputa de poder, Fatah e Hamas anunciaram recente reconciliação para tornar mais coesa a batalha pela criação de um Estado palestino.