Tribuna do Leitor

Emprego e erradicação da pobreza


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Sobre a coluna Opinião do JC 22/05/2011, prezado senhor Ricardo Coube, quando o senhor fala em emprego e erradicação da pobreza é porque o senhor sabe que o Brasil é rico em energia e recursos naturais, mas é um país pobre. Os países ricos são ricos materialmente porque produzem riquezas. País pobre é aquele que não consegue produzir riquezas para o seu povo, se conseguisse não seria pobre, seria rico. Quando o senhor diz que a situação do Brasil é atraente economicamente falando, entendemos que a economia nacional vai bem e se ela vai bem o País vai bem, pois, com a economia em alta, aumenta a oferta de emprego e diminui o índice de criminalidade.

O senhor é empresário e sabe que o governo poderia fixar uma taxa cambial flexível, no sentido de proteger, fortalecer e estimular a indústria nacional, diga-se de passagem a indústria chinesa vai bem. O senhor sabe que as empresas e o governo poderiam chegar a um acordo em relação à carga tributária.

O senhor sabe que o governo, além das indústrias, poderia estimular os pequenos, médios e grandes produtores rurais. O senhor sabe que governo precisa investir mais na educação, habitação, infra-estrutura, saúde e segurança pública. Precisamos rever nosso conceito sobre cultura nacional, pois é triste saber que o Brasil é reconhecido no Exterior, como o País do samba, do futebol e do turismo sexual. Como o senhor disse, é sabido que o bolsa família tem ajudado muita gente, principalmente os nordestinos. Isso dá muito voto, mas até quando o povo nordestino vai suportar viver com a seca, na miséria e sem perspectiva de futuro para os seus filhos? Com a realização da Copa 2014 no Brasil, como o senhor disse, certamente vamos precisar de engenheiros, arquitetos, ambientalistas, operários, etc... Mas me revolta, como cidadão, ver que as decisões políticas tomadas por pessoas despreparadas ou corruptas são responsáveis pela queima e destruição de inteligências brasileiras que poderiam, com o conhecimento apropriado, transformar o nosso Brasil num país florescente, próspero e socialmente Justo.


Jorge Terca - cidadão bauruense

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