Internacional

Encontrado DNA de Strauss em roupa

Folhapress
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Nova York - Investigadores acharam mostras do DNA de Dominique Strauss-Kahn na roupa da camareira que acusa o ex-diretor-geral do FMI de tentativa de estupro, segundo as TVs NBC e ABC.

As informações não foram, porém, confirmadas pela polícia nem pela Promotoria.

Segundo a emissora NBC, foi achado sêmen do francês no colarinho da roupa da empregada do hotel em Nova York, onde ele havia se hospedado dos dias 13 a 14 deste mês.

À agência France Presse, especialistas disseram que a revelação, caso comprovada, pode indicar a ocorrência de ato sexual, embora não necessariamente de estupro.

Despedida


Dominique Strauss-Kahn despediu-se de seus ex-subordinados no FMI por meio de e-mail no qual afirma estar vivendo um "pesadelo" e diz sentir "profunda tristeza e frustração por ter deixado" o órgão nestas condições.

Na mensagem, obtida pela TV americana CNN, Strauss-Kahn nega "nos termos mais veementes possíveis as alegações" que enfrenta agora.

"Não posso aceitar que o Fundo - e vocês, caros colegas - tivessem que, de alguma maneira, compartilhar o meu pesadelo pessoal. E tive que partir", disse.

"O que a instituição obteve nos últimos três anos e meio é fruto do seu trabalho e convicção. Obrigado, boa sorte e até mais", afirma o francês na mensagem, repassada aos funcionários do FMI por seu diretor interino, John Lipsky.

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Francesa ganha força na disputa


Brasília - O FMI (Fundo Monetário Internacional) abriu ontem, oficialmente, a corrida para definir quem vai ocupar a diretoria-geral.

A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, de 55 anos, saiu na frente, com a falta de articulação dos países emergentes para indicar um nome forte para a disputa.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o escolhido tenha um mandato provisório, até o fim de 2012, apenas pelo período em que a vaga seria ocupada por Dominique Strauss-Kahn, que renunciou na semana passada depois de ser preso por acusações de tentativa de estupro.

"Nós estamos analisando a possibilidade de sugerir que essa indicação agora seja apenas provisória, para completar o mandato do Strauss-Kahn", afirmou Mantega.

"Dessa maneira, para a sucessão propriamente dita, nós teremos um tempo maior para amadurecer e conhecer melhor os candidatos."

O ministro não indicou apoio a nenhuma candidatura. Mas ficou claro que o governo brasileiro não vai endossar o nome que será indicado pelo México, do presidente do Banco Central do país, Agustín Carstens.

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