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Alunos pedem ajuda para ?alçar voo?

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 4 min

Após cinco meses de estudos, alunos da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) finalizaram o projeto de aeromodelo que levará o nome da instituição e da cidade ao concurso SAE Brasil 2011 na categoria Open. Otimistas em relação ao potencial do que foi projetado, eles agora enfrentam uma dificuldade maior do que vencer a gravidade: a necessidade de verbas e patrocínios para a construção do aeromodelo.

Com a intenção sempre de construir um "avião de verdade", porém, em escala menor, o projeto existe há onze anos. Além da equipe Open, composta por 16 alunos de engenharia mecânica, elétrica e desenho industrial, há também os grupos representantes das categorias Regular e Micro. Ao todo, são cerca de 45 alunos com o objetivo comum de construir o modelo mais leve e que possa aguentar a maior quantidade de peso.

E foi isso que a equipe Open pensou no projeto recém-terminado. Eles utilizaram o que deu certo no protótipo do ano passado ? quando a equipe ficou na terceira colocação no SAE Brasil ? e ainda fizeram algumas melhorias para a disputa que ocorrerá em outubro na sede do Centro Tecnologia de Aeronáutica (CTA) e Embraer, em São José dos Campos.

"Mudamos o formato da cauda. Antes, era em "V" invertido. Como o piloto reclamou desse ponto, mudamos para o formato de "H". Com isso, haverá uma melhora na resposta do voo", afirma o aluno do 2.º ano do curso de engenharia mecânica Marco Tosati, que é o capitão da equipe.

O projeto prevê a criação de um aeromodelo que pese 5,8 quilos e consiga carregar pouco mais de 29 quilos, ou seja, a capacidade de transporte calculada é de cinco vezes mais do que o próprio peso da máquina.

Além da cauda, o motor também será um diferencial. "No ano passado, a equipe somente ficou em terceiro pois houve uma falha no motor, que já era reutilizado. Este ano, temos um motor novo e ainda levaremos mais um", conta o jovem, otimista.

A equipe que vencer a competição irá disputar outro torneio, entretanto, dessa vez, com concorrência estrangeira. O "embate" dos primeiros colocados ocorre nos Estados Unidos. Em 2005, a FEB conseguiu o título de vice-campeã mundial.


Patrocínio


Porém, mesmo de motor novo e com um projeto de qualidade, ainda há outro problema que prende a inventividade desses alunos ao solo: a falta de verbas e patrocínios. O professor do departamento de Engenharia Mecânica e orientador do projeto, Reinaldo Sebastião Silva, afirma que esse é o maior obstáculo.

"A universidade nos ajuda com uma parte da verba. Entretanto, os custos são muito altos. Além dos gastos no evento, como hospedagem, precisamos de patrocínio e ajuda para começar a construção do projeto", conta.

O professor explica que, como muitas das peças são importadas e somente podem ser encontradas em determinados locais, é difícil conseguí-las mediante aos trâmites da universidade. "Precisamos de patrocínio para conseguir adquirir essas peças. Por isso, pedimos que, quem tiver interesse, nos ajude. Não precisa dar o dinheiro. As empresas podem entrar em contato e indicamos quais peças precisamos para que elas nos ajudem exatamente com esses objetos", completa o professor Reinaldo Silva.

Quem se interessar em patrocinar a equipe pode entrar em contato pelo telefone (14) 9106-1224 ou pelo email aerodesign@feb.unesp.br.

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SAE Brasil


A SAE Brasil, organizadora da competição que contará com a participação bauruense, é uma sociedade de engenheiros da mobilidade que não possui fins lucrativos e que congrega engenheiros, técnicos e executivos com o objetivo de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade terrestre, marítima e aeroespacial.

Foi fundada em 1991 por executivos dos segmento automotivo e aeroespacial para que novas fronteiras do conhecimento fossem abertas e paradigmas quebrados, abrindo-se assim uma nova oportunidade de estudantes e profissionais brasileiros esbanjarem sua criatividade e inteligência em prol do avanço da tecnologia do País.

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Alunos também poderão trabalhar em projeto de ?avião de verdade?


Otimistas com a qualidade do projeto para a disputa do SAE Brasil 2011, as possibilidades parecem voar para o próprio projeto e, principalmente, para os alunos envolvidos. "Há planos futuros para esses alunos. Há a ideia de construir um avião de verdade para a reitoria da Unesp. É claro que é algo demorado. Porém, os alunos que, hoje, participam do projeto, podem trabalhar nessa obra grandiosa", prevê o professor e orientador Reinaldo Sebastião Silva.

Enquanto isso não acontece, ele ainda é otimista em relação a outra possibilidade. O professor explica que, "de todas as equipes vencedoras do SAE Brasil, a da Unesp é uma das únicas que não tem um curso próprio de Engenharia de Aeronáutica. E, mesmo assim, sempre ficamos entre as primeiras na competição".

Desse modo, parece confiante de que, com a criação desse curso, ocorra uma melhora na competitividade.

"A competição é sempre muito apertada. Competimos com instituições muito renomadas e com especialistas em aeronáutica. A promessa é de que seja criado o curso de Engenharia de Aeronáutica aqui na Unesp. Com isso, nossos projetos, que já são competitivos, ganharão muito em qualidade", finaliza o professor Reinado Silva.

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