Bairros

Denarc apreende 180 quilos de cocaína

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) de São Paulo realizaram uma das maiores apreensões de cocaína em Bauru e região. Ao todo, foram apreendidos 180,7 quilos do entorpecente. A droga estava em uma carreta com placas de Cuiabá misturada com sucata e, segundo a delegacia especializada no combate ao tráfico, seria descarregada em uma empresa bauruense. De acordo com especialistas de entorpecentes, uma carga co-mo essa é avaliada em cerca de R$ 12 milhões.

A apreensão ocorreu por volta das 13h de anteontem após uma série de investigações da equipe Falcão 38 do setor de inteligência do Denarc. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a operação começou depois que a 3.ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) obteve informação sobre o transporte de grande quantidade de drogas realizado por uma facção criminosa.

Segundo as investigações, o entorpecente viria de Cuiabá para Bauru em caminhões modelo carretas com carrocerias de madeira. Para despistar os policiais, os veículos seria carregados com sucatas, que esconderiam a grande quantidade de cocaína.

De acordo com os investigadores, as apurações apontaram o envolvimento de duas empresas conhecidas, tanto em Bauru quanto em Cuiabá (MT). Entretanto, os nomes não foram divulgados pela polícia.

Na manhã do último domingo, policiais de Denarc foram até a empresa bauruense. No local, eles encontraram vários caminhões estacionados, porém, as placas de nenhum deles era compatível com as pistas levantadas nas investigações ou alvo de qualquer suspeita.

De acordo com o que haviam apurado, a carga seria entregue para essa empresa em Bauru onde, posteriormente, seguiria para um local desconhecido. Dois caminhões seriam responsáveis pelo transporte, com placas de Cuiabá e Campo Novo dos Parecis (MT).

A campana


Entretanto, mesmo sem encontrar qualquer veículo suspeito ou indícios que comprovassem a participação da empresa, a equipe permaneceu de campana na região. Por volta das 20h do mesmo dia, os policiais do Denarc lo-calizaram uma das carretas na estrada vicinal Comandante João Ribeiro de Barros.

O veículo, de cor amarela, com placas de Campo Novo dos Parecis, estava estacionado em um posto de combustível. Após a abordagem e revista, contatou-se que a carga era formada inteiramente de sucatas.

Apesar de não haver quaisquer traços de entorpecentes, a polícia desconfiou de um homem que estava nas imediações do posto. Segundo os policiais que realizaram a operação, o suspeito (que não teve o nome divulgado pela Secretaria de Segurança Pública) estava bastante inquieto e parecia aguardar a chegada de alguém.

Após ter sido abordado e detido, ele passou mal e foi conduzido a um Pronto-Socorro da região, permanecendo sob vigilância policial durante toda a noite.

Com a suspeita que ganhou força após a localização de uma das carretas, outra equipe do Denarc voltou à empresa bauruense apontada nas investigações como destinatária da droga. Lá, finalmente, a grande quantidade de cocaína foi localizada.

A droga estava em um segundo caminhão, com placas de Cuiabá, que foi encontrado por volta das 8h de anteontem.

A carga das carretas foi desembarcada às 13h, quando foram descobertos, além de sucata, 180 tijolos de cocaína. Segundo a Polícia Civil, a droga estava escondida no assoalho sobre a quinta roda, onde é realizado o engate da carreta.

O motorista do caminhão V.O. (cujo nome completo também não foi divulgado), de 45 anos, foi preso em flagrante. Já o condutor da outra carreta, localizada no posto de combustível, constou como testemunha.

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O destino


Apesar de a grande quantidade da droga ter sido apreendida em Bauru, o delegado seccional Benedito Antônio Valencise não acredita que o produto seria comercializado nesta área. De acordo com ele, o entorpecente seria encaminhado para a Capital.

"Esta droga não viria para cá. Tenho certeza absoluta que seria encaminhada para São Paulo. Se essa grande quantidade fosse vir para cá, certamente saberíamos. Posso afirmar com a absoluta certeza que essa cocaína apreendida não seria comercializada nem em Bauru e nem na nossa região", aponta Valencise.

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