A Empresa Municipal do Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) trabalha para a implantação de marginais necessárias à duplicação da rodovia Cézario José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, no trecho urbano da estrada em Bauru. A via paralela retiraria da estrada parte do fluxo de trânsito entre os bairros Colina Verde e Vila São Paulo, no trecho urbano da "rodovia da morte", como é conhecida a Bauru-Iacanga pelas centenas de pessoas que já morreram em acidentes.
O trecho da Bauru-Iacanga no perímetro urbano de Bauru compreende o Colina Verde até o final da Pousada da Esperança e Nova Bauru. A ideia das marginais foi apresentada por um representante da Emdurb reunido anteontem com membros do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg Bauru Leste/Norte).
A presidente do Conseg, Maria Helena de Lima Menezes Malmonge, disse ontem que a proposta é um avanço, mas o ideal seria a duplicação da rodovia.
Segundo ela, a via paralela sairia "atrás" do Colina Verde seguindo até a Vila São Paulo. "Eles estão planejando uma via paralela. O que a gente queria era a duplicação da rodovia", acrescenta.
Ela avalia que a via alternativa diminuiria o fluxo de veículos no trecho. Contudo, a alternativa não é tão simples porque demanda desapropriações de terrenos. "Eles dizem que vão fazer o possível para que tenha um andamento rápido", explica.
Duplicação
Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Emdurb informa que está em entendimento com os outros órgãos da Prefeitura de Bauru para tentar viabilizar as marginais da rodovia Bauru-Iacanga. De acordo com a nota, a implementação das marginais faz-se necessária para a duplicação da rodovia.
"A Emdurb, gestora no trânsito no município de Bauru, está engajada neste assunto da duplicação da referida rodovia, uma vez que também está preocupada com as ocorrências de acidentes que têm acontecido naquela região", frisa a nota.
No último acidente, a ?rodovia da morte? foi palco de quatro mortes de pessoas com idades entre 20 e 43 anos. Foi no feriado prolongado de Tiradentes e Páscoa que ocorreu a colisão, entre uma caminhonete Ford Ranger e um Volkswagen Saveiro, na altura do quilômetro 363 mais 500 metros, cerca de quatro quilômetros após o trevo de acesso ao Aeroporto Moussa Tobias.
O projeto para duplicação da rodovia demanda investimentos de R$ 74 milhões pela Secretaria Estadual dos Transportes, contemplando o trecho entre os quilômetros 344,8 e 356, relativos à ligação entre a cidade de Bauru e o aeroporto Moussa Tobias. Porém, a informação da pasta do governo do Estado é de que não há previsão de prazo para execução das obras.
Entidades têm se mobilizado em favor da duplicação da rodovia
Diante dos corriqueiros acidentes com vítimas fatais, existe uma mobilização para a melhoria das condições da rodovia Bauru-Iacanga. O Ministério Público (MP), o Conseg Bauru Leste/Norte, o vereador Natalino da Pousada (PV) e representantes das comunidades dos bairros atingidos pela falta de segurança na rodovia, polícias Civil e Militar Rodoviária, Prefeitura, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), subseção Bauru e Emdurb já debateram o tema.
O promotor de Justiça José Carlos Carneiro de Oliveira teve boa impressão do projeto de duplicação da rodovia planejado pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER), órgão vinculado ao governo do Estado com escritório regional em Bauru e responsável pela Bauru-Iacanga.
Em matéria publicada no JC do último dia 12, Carneiro explicou que, para ser executado, o projeto necessita da liberação de recursos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), conhecido como Banco Mundial.
O promotor de Justiça solicitou à Emdurb que faça um estudo para implementar obras de melhorias na Bauru-Iacanga, como a construção de passarelas e investimentos nas alças de acesso.
Na reunião do Conseg Bauru Leste/Norte de anteontem também foi discutida uma mobilização contra a dengue. A nova diretoria do Conselho tomou posse para o biênio 2011-2013, após a única chapa apresentada ser eleita por aclamação. Permanece na presidência Maria Helena de Lima Menezes Malmonge.