Turismo

Shows, cassinos, compras e muito mais

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 7 min

Quem pensa que Foz do Iguaçu resume-se às cataratas, Itaipu e compras no lado argentino ou paraguaio está muito equivocado. A cidade tem vida própria. Tanto assim que muita gente que poderia se fixar em qualquer canto do Planeta prefere continuar por lá.

Caso do engenheiro Ricardo Sintra, que não troca Foz por nada, apesar de ter apartamentos de luxo em várias capitais brasileiras. "Lá encontro tudo. É uma cidade pulsante. Tem vida própria. De dia ou à noite". Ele recomenda os turistas a desbravá-la sem pressa.

Embora os hotéis mais premiados ? como o Mabu, Bourbon e Rafain - fiquem lado a lado na Rodovia das Cataratas, no centro há também bons estabelecimentos que facilitam essa descoberta para quem está sem carro.

O comércio oferece de tudo e os restaurantes, gastronomia internacional. Dizem que por conta do grande número de imigrantes que lá se fixaram formando colônias representativas com destaque para a chinesa, árabe e italiana.

Nos resorts cercados pelo verde e pelas águas, além da boa comida os hóspedes encontram muita diversão. Que passa por shows noturnos com coreografia e figurino que em nada fica devendo às capitais internacionais.

O Plaza Foz e a Churrascaria Rafain são bons exemplos. Lugares para quem procura boas atrações noturnas. As duas casas oferecem ao público excelentes apresentações reunindo o que há de melhor em toda diversidade cultural da Tríplice Fronteira.

Os shows reúnem música e as principais danças dos três países, como a guarânia, o samba e o tango - ritmos contagiantes que encantam e alegram a noite te todos os turistas.


Já se seu negócio for roletas e caça-níqueis, é só atravessar do lado argentino para tentar a sorte.

Entre as casas recomendáveis, destaque para o Cassino Iguazú, com 1.200 metros quadrados, que segue os padrões europeus e oferece mais de 35 mesas de Blak Jack, Dados, Poker, Roleta, Ponto e Banda e 125 dos mais modernos caça-níqueis.

Conseguindo muito ou alguns trocados, chegará a hora das compras. Que passa por lãs e couros comprados do lado argentino, na pacata Puerto Iguazú, ou eletrônicos, perfumes e bebidas do lado paraguaio.

Os preços são tentadores, principalmente no comércio familiar argentino, que também oferece vinho da melhor qualidade. Para atravessar para um ou para outro lado, basta apresentar na alfândega a carteira de identidade.

Mesmo assim, material de divulgação do Portal H2FOZ alerta: "Hoje, as coisas mudaram na região. A começar pela cota de importação estipulada pela Receita Federal, de 350 dólares por pessoa, que afastou parte dos chamados sacoleiros. Quem gasta acima disso tem de recolher impostos sobre o valor excedente".

Outra coisa: atenção com os camelôs que podem oferecer produtos por preços módicos, mas não oferecem qualquer garantia para os produtos, em alguns casos falsificados. O melhor é procurar as grandes lojas de departamentos que cobram um pouco mais caro, mas garantem a procedência da mercadoria e oferecem garantia contra defeitos e nota para eventuais trocas.

Leve de preferência dólares para as compras, já que as cotações nas casas de câmbio costumam ser desvantajosas para nós brasileiros munidos apenas com reais. Quanto aos cartões de crédito, é preciso também saber que atualmente eles andam em desuso. Quando aceitos nas transações, são embutidas taxas consideráveis por causa da transação internacional.

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Astronomia e aventura para todos


Foz ganhou há dois anos um novo atrativo focado no turismo educacional, científico e turístico. Trata-se do Pólo Astronômico Casimiro Montenegro Filho, um dos mais modernos complexos de astronomia do mundo, que reúne de forma totalmente integrada planetário e observatório astronômico. O nome escolhido homenageia o Patrono da Engenharia da Aeronáutica Brasileira.

O destino Foz do Iguaçu também se consagra como o maior circuito turístico da América Latina no conceito de ecoaventura. A estrutura apresentada no Parque Nacional do Iguaçu, berço das quedas d?água, é considerada a maior e mais bem preparada da América Latina. É comparável a atrações naturais de todo o mundo, como o Parque Nacional dos Vulcões (Havaí) e o Parque Nacional Denali (Alasca). E o nosso ainda é superior ao californiano Point Raies, e ao Grand Teton, no Wyoming.

O Parque Nacional do Iguaçu conseguiu unir preservação e turismo na maior área de proteção da Mata Atlântica, graças ao apoio das iniciativas pública e privada. Tudo para proporcionar aos turistas conhecer e interagir com esse patrimônio da humanidade.

Saiba Mais

As Cataratas do Iguaçu localizam-se na fronteira entre o Brasil e Argentina. Por conta disso a "rivalidade" entre as duas nações com cada qual se achando dona da parte mais bela das quedas localizadas na maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo.

Esse Patrimônio da Humanidade, formado há aproximadamente 150 milhões de anos, tombado pela Unesco desde 1986 realmente impressiona. Oferecendo aos olhos do mundo quedas d?águas de mais de 75 metros de altura formando um cânion de 2.700 metros entre os dois países.

A Garganta do Diabo é a maior, mais majestosa e impressionante de todas as quedas. Possui 150 metros de largura e 80 metros de altura.

O som das águas do maior salto arrepia quem o observa de uma das passarelas do parque e chega a paralisar os mais aventureiros que partem em busca de novas emoções, devidamente paramentados e sentados em um dos barcos infláveis operados pelo Macuco Aventura.

Se o seu negócio for voar, em Foz encontrará muitos passeios do gênero. Incluindo voos de helicópteros e passeios de monomotor.


Patrimônio Natural

A beleza natural das Cataratas foi tombada em 1986 pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. O atrativo turístico atrai anualmente, milhares de turistas, tanto no território argentino (onde ficam a maioria das quedas d?água), quanto no lado brasileiro (em que se obtêm os mais belos panoramas). Além dos países latinos, visitantes do mundo inteiro anseiam por conhecer o maior e mais belo conjunto de quedas d´água do Planeta.

 As Cataratas fazem parte do Parque Nacional do Iguaçu, a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo. Formada a aproximadamente 150 milhões de anos, a área das Cataratas tem 275 quedas d?água, com uma altura superior a 75 metros ao longo de 2,7 quilômetros do Rio Iguaçu. A Garganta do Diabo é a maior, mais majestosa e impressionante de todas as quedas. Possui 150 metros de largura e 80 metros de altura.


História

O primeiro homem branco a ver as quedas d?água foi o navegador espanhol Álvar Nuñez Cabeza de Vaca, em 1542. Para os espanhóis, Cabeza de Vaca descobriu as Cataratas por acaso, quando procurava um caminho que o levasse a Assunção.  Quase quatro séculos depois, o fazendeiro uruguaio Jesus Val se gabava de ter as Cataratas no quintal de sua casa. Porém, o aviador Santos Dumont fazia uma visita a então Vila Iguaçu, em 1916, e teria se revoltado com o fato de a região ter uma única pessoa como proprietária. Tomou providências. Três meses depois, o governo brasileiro expropriou a área. Santos Dumont ganhou uma estátua de bronze em lugar de honra no Parque, que foi criado somente em 1939.

Lenda

Mas as Cataratas do Iguaçu também tem uma lenda bastante curiosa. O amor proibido de Naipi e Tarobá. Os índios caingangues, que habitavam as margens do rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por M?boi - um deus com forma de serpente e filho de Tupã. O cacique da tribo tinha uma filha, chamada Naipi, tão bonita que as águas dos rios paravam quando a jovem índia nele se mirava. Devido a sua beleza, Naipi seria consagrada ao deus M?boi, passando a viver somente para seu culto.

Porém, havia entre os caingangues o jovem guerreiro Tarobá, que se apaixonou ao ver Naipi. No dia da festa de consagração da jovem índia, enquanto o pajé e os caciques bebiam e os guerreiros dançavam, Tarobá fugiu com Naipi numa canoa arrastada pela correnteza.

Mas M?boi ficou furioso com a tentativa de fuga do jovem casal que penetrou nas entranhas da terra, retorcendo o seu corpo e produzindo uma enorme fenda que formou a catarata gigantesca. Envolvidos pelas águas dessa imensa cachoeira, a piroga e os fugitivos caíram de uma grande altura, desaparecendo para sempre. A lenda conta que Naipi foi transformada em uma das rochas das cataratas, que é permanentemente fustigada pelas águas revoltas. Tarobá foi convertido numa palmeira, amaldiçoado a contemplar eternamente a bela índia.

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