Sanaa - O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, sobreviveu a uma explosão contra o complexo presidencial na Capital do país, Sanaa. O ataque causou ferimentos leves no ditador e matou sete guardas, segundo o governo. Três horas após a ofensiva, Saleh divulgou mensagem em que disse estar "em boa saúde??. Com voz ofegante, acusou "gangues armadas?? pelo bombardeio ao palácio e convocou as Forças Armadas do Iêmen a retaliar.
Os protestos contra Saleh já duram quatro meses e têm sido violentamente reprimidos pelo regime. A revolta começou a ganhar contornos de guerra civil no fim de maio, quando membros da tribo Hashid, a maior do Iêmen, passaram a enfrentar as forças leais ao governo.
O ataque ao palácio ocorreu pouco depois de o governo ter bombardeado a casa de Hamid al Ahmar, líder do maior partido de oposição e irmão do xeque Sadek al Ahmar, líder da tribo Hashid.
Sadek al Ahmar negou as acusações e acusou Saleh de fabricar a explosão no complexo presidencial, a fim de justificar a escalada de repressão contra os protestos.