É cada vez maior o número de pessoas que se preocupa com o meio ambiente e procura formas de evitar degradação. E as pessoas querem uma coisa bem simples: deixar o mundo melhor para filhos e netos. E não é muito complicado fazer isso.
Apesar das sacolas plásticas estarem nas principais mesas de discussões, é preciso ampliar o debate quando o assunto é responsabilidade ambiental.
Em entrevista à revista Exame, o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, afirma que banir sacolas plásticas não é "sustentável". "Segundo um estudo inglês, em nove categorias ambientais avaliadas, o saco de plástico teve o melhor desempenho em oito delas. E, em segundo lugar, ficaram as ecobags de plástico. O plástico mostrou-se um produto essencial do ponto de vista ambiental", revelou Bahiense.
Bahiense, segundo o site www.greensavers.pt, que reproduziu partes da entrevista, que o grande "vilão ambiental" brasileiro é o desperdício, associado a um sistema de coleta seletiva que deixa muito a desejar.
Assim, há especialistas que afirmam que de nada vai adiantar estimular a não utilização das sacolas plásticas se não houver conscientização da população. É que pensa a dona de casa Maria da Graça Lima, que faz questão de reciclar o lixo da casa e do escritório onde trabalha. "Não aboli a sacola de plástico porque acho que ela, sozinha, não pode ser posta como vilã da história. O que dizer das garrafas pet e de tudo o que a gente compra e que vem embalado em material plástico?", questiona.
"E em muitas casas, vai tudo para o lixo. Simples assim, sem qualquer trabalho de reciclagem. Então, por que culpar só a sacola? É mais ou menos como a dengue, que é tramsitida por um mosquito que é eliminado se não houver água parada. Mas as pessoas deixam água parada. Acho que no caso do plástico, reciclar é o caminho. E isso vale para a sacola", efatiza. E até a sacla de plástico é reutilizada várias vezes por Maria da Graça: ela transporta as compras para dentro de casa e deixa as sacolas no porta-malas para usar de novo quando vai ao supermercado.
Mas não é todo mundo que pensa como Maria da Graça. Gilda Watanabe Moreno, por exemplo, prefere deixar as sacolas no supermercados e levar as compras em caixas de papelão.
A preferência pelo caixa ecológico passou a fazer parte da rotina de Gilda desde que a opção foi dada a ela, há cerca de um mês. Mas mesmo antes disso, Gilda reaproveitada as sacolinhas plásticas. Depois de transportar as compras, deixava as sacolas plásticas no carro e as reaproveitava sempre que ia ao supermercado.
Já Adenyr Cury lembra-se da infância ao falar os motivos que a levaram a optar pela caixa de papelão. "Antes delas (as sacolas) existirem, as pessoas se viravam como podiam para transportar as compras."
Luci Russo, por outro lado, prefere uma grande sacola de pano estampada com frutas verdes bem viçosas chama a atenção. É uma ecobag. "Adquiri o hábito assim que ganhei minha primeira ecobag. Algumas já estão bem velhinhas, mas ainda assim cumprem com sua função."
As ecobags viraram mania depois que alguns famosos aderiram à novidade. A função de todas elas, é a mesma, porém os preços podem variar de R$ 1,50 a R$ 100,00.
Mas é preciso atenção. Um estudo feito pela Agência Ambiental Britânica aponta que para ser considerada realmente ecológica, uma ecobag precisa ser utilizada por, no mínimo, 131 vezes.
Questão de opção
Hoje, os supermercados oferecem opções aos clientes, segundo Erlon Godoy Ortega, diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Assim, há os que optam pelas sacolas de plástico e os que optam por caixas de papelão e ecobags. Ele diz que estudo realizado pela Apas constatou que caiu em 30% o consumo de sacolas nos supermercados.
E como o foco é a redução de materiais plásticos no geral, e não somente de sacolas, alguns supermercados do Estado já deram um passo à frente e oferecem aos clientes a alternativa de descartar, no momento da compra, as embalagens plásticas e de papelão de alguns produtos, como o saquinho que envolve o papel higiênico, por exemplo. Desta forma, a reciclagem é garantida.