A Alemanha reconheceu nesta segunda-feira o conselho rebelde da Líbia como único representante legítimo do país e prometeu ajudá-lo a restaurar a economia líbia depois que o veterano líder Muammar Gaddafi deixar o poder.
A Alemanha tem se oposto à campanha ocidental de bombardeios na Líbia, dizendo que a intervenção militar não é a melhor maneira de pôr fim ao regime de quatro décadas de Gaddafi, e resiste aos chamados da Otan por apoio mais amplo para sua ação militar.
Em visita a Benghazi, a capital rebelde, o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, defendeu a posição da Alemanha, dizendo que Berlim está determinada a ajudar a afastar Gaddafi, mas através de meios pacíficos.
"Não mudamos de opinião. Achamos que o coronel Gaddafi perdeu qualquer legitimidade para falar em nome da população da Líbia. O fato de não participarmos da intervenção militar não significa que sejamos neutros", disse ele em coletiva de imprensa.