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Ideli assume e diz que será firme e afável

Folhapress
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Brasília - A presidente Dilma Rousseff negou ontem que seu governo seja mais técnico do que político. Na posse de dois novos ministros, Dilma afirmou que "não existe dicotomia de um governo político e técnico" e que a base do governo são as decisões políticas.

A presidente sempre foi alvo de críticas por ter uma atuação técnica no governo Lula e ter deixado as negociações políticas de seu governo para o ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil), que deixou o Planalto após a revelação de que ele multiplicou 20 vezes seu patrimônio em quatro anos. "No meu ponto de vista, não existe dicotomia entre governo técnico e político. Valorizo muito a capacidade técnica e a gestão eficiente, até porque nenhum País do mundo conseguiu elevado padrão de desenvolvimento sem eficiência nas suas atividades governamentais e absorção das técnicas mais avançadas disponíveis." Para a presidente, as decisões políticas são responsáveis pelas grandes transformações do País.

Boa relação


Conhecida pelo estilo rígido nas negociações políticas, a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou ontem em sua cerimônia de posse que sempre foi "firme nos princípios e afável na abordagem".

Pregando uma boa convivência com a oposição, a ministra disse que em alguns momentos o "recuo é fundamental para ganhar mais aliados".

Ideli trocou de cadeira com Luiz Sérgio, que passou a comandar o Ministério da Pesca. A ministra disse que saberá conversar mais para construir o entendimento. "Sempre ganhei mais batalhas conciliando do que divergindo. Sempre fui firme nos princípios e afável na abordagem."

Ideli disse ainda que terá uma boa relação com a oposição, se houver interesse em contribuir com o País.

"O respeito a todos os partidos da base aliada é uma tarefa central, mas sempre será acompanhada do debate respeitável com a oposição. Governo e oposição podem contribuir para boa relação do Congresso com Executivo."

Responsável pela negociação de emendas, Ideli afirmou que o Orçamento é pequeno, mas fará um esforço para atender a todas as demandas. "Os orçamentos são apertados, é preciso fazer muito com muito pouco. Temos que multiplicar os peixes."

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Luiz Sérgio diz que fez o possível

Brasília - Ao deixar a articulação política do governo e assumir o Ministério da Pesca, o ministro Luiz Sérgio afirmou que "fez o possível" nos cinco meses que ficou à frente da Secretaria de Relações Institucionais.

Apelidado de "garçom" entre os aliados pela falta de poder de decisão, o petista disse que buscou "ouvir mais do que falar". "Busquei ouvir mais do que falar, me esforcei para dar encaminhamento a cada reivindicação. Dentro do raio do ministério, fiz o que era possível".

Luiz Sérgio disse ainda que está apenas "trocando de trincheiras". Após o discurso, o ministro foi aplaudido de pé pela plateia de senadores, deputados e ministros.

Na tentativa de minimizar as críticas pelas negociações com o Congresso, Luiz Sérgio ainda apresentou um balanço dos projetos e medidas provisórias aprovadas, mas não citou a derrota do governo na votação da reforma do Código Florestal. Ele assumiu ontem o Ministério da Pesca, em uma troca feita com a ministra Ideli Salvatti, que assume a articulação política do governo.

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