Bairros

Odontoma: PF conclui novo inquérito

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Federal (PF) de Bauru concluiu um segundo inquérito aberto para apurar denúncias de irregularidades envolvendo a antiga diretoria da Associação Hospitalar de Bauru (AHB). O procedimento foi concluído no final de maio e investigou a origem e a destinação de uma impressora encontrada na entidade. O Ministério Público Federal (MPF) ainda não recebeu o inquérito para avaliação. A PF continua averiguando denúncias de fraude nas fichas de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e também de irregularidades na compra de próteses.

A existência da impressora foi denunciada em novembro de 2009, semanas depois da Operação Odontoma ter sido deflagrada. De acordo com o noticiado pelo Jornal da Cidade na época, uma das dúvidas levantadas era se havia relação do equipamento com a duplicidade de guias internas de serviços. O delegado José Fernando do Amaral Júnior, que presidiu o inquérito, relata que durante a investigação foi apurado que se tratava de uma impressora simples e não do tipo off set como foi aventado na época.

Ele também relata que ficou claro que a impressora a laser foi adquirida de maneira regular, após processo de licitação. Outro ponto destacado por Amaral Júnior foi que a AHB informou que após a aquisição do equipamento, as despesas com impressos reduziram consideravelmente

O processo já tinha sido remetido ao MPF, mas o procurador federal Fabrício Carrer solicitou que mais pessoas fossem ouvidas. O delegado cumpriu as diligências e no final de maio enviou o trabalho para a procuradoria. "Por parte da Polícia Federal, a investigação foi concluída e não houve o indiciamento de pessoas", pontua. Assim que o MPF receber o processo, o procurador irá verificar se é necessário executar mais diligências, se o processo é arquivado ou se será oferecida denúncia.

Outros processos

A Polícia Federal ainda mantém dois inquéritos sobre as possíveis irregularidades na AHB. O principal é o que apura as denúncias de fraude das fichas de atendimento ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS) no departamento de bucomaxilo. Esta investigação é conduzida pelo delegado Pedro Luiz Novaes. O segundo, conduzido pelo delegado Cássio Alberto Condi Garcia, apura possíveis irregularidades em compras de próteses e insumos para a AHB.

O quarto inquérito, que apura o destino do empréstimo de R$ 16 milhões tomado pela entidade junto à Caixa Econômica Federal, também já foi remetido ao MPF. Nele, o delegado federal Murilo Gimenes indiciou o ex-presidente da AHB, Joseph Saab, por peculato. De acordo com o procurador federal Fabrício Carrer, tanto este inquérito quanto o da impressora foram submetidos à Justiça Federal e ainda não foram devolvidos ao MPF.

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