Esportes

Basquete: Larry é segundo estrangeiro na seleção

Wagner Teodoro e Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

O ala/armador Larry Taylor faz história com sua convocação para Seleção Brasileira masculina de basquete, ontem. O norte-americano de Chicago, estado de Illinois, que está em processo avançado de naturalização como brasileiro - o Jornal da Cidade revelou com exclusividade, na edição do dia 21 de abril, tanto a naturalização do jogador quanto a intenção de integrar a Seleção Brasileira -, é o segundo jogador estrangeiro convocado para defender o time nacional de basquete - o pivô argentino Sucar, filho de pais brasileiros, foi campeão mundial em 1963. A confirmação da participação de Larry no grupo brasileiro depende do sucesso da naturalização, mas o Bauru Basket, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estão confiantes.

A definição da naturalização de Larry ocorrerá até o dia 26 deste mês. "As duas primeiras etapas já foram vencidas, agora, no dia 26, é a definitiva. Mas o pessoal da CBB, do Ministério do Esporte, está muito confiante. No dia 26 é sim ou não", comenta Vítor Jacob, diretor esportivo do Bauru Basket. O próprio Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está cuidando da tramitação do processo de naturalização. As duas primeiras etapas são a solicitação e a seguir a fase de documentação, quando o Bauru Basket enviou todos os documentos solicitados. De acordo com Jacob, a fase final é uma análise feita pelo Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores.

Jacob expressa a felicidade pela convocação de Larry e também do ala/pivô Douglas Nunes, os dois primeiros jogadores do Itabom/Bauru a serem chamados para um time nacional. O projeto tem apenas três anos, conquistou o quinto lugar no Novo Basquete Brasil e, agora, tem seus primeiros convocados para defender o País. "É uma grande satisfação para a gente, neste momento de afirmação que o basquete passa, de buscar esta vaga para a Olimpíada, contribuir com dois jogadores. Coroa o reconhecimento de um trabalho. É um fato inédito para Bauru", destaca.

Larry Taylor tem 30 anos, chegou a Bauru em 2008 e, antes, passou pelo basquete universitário nos Estados Unidos e ligas intermediárias. Optou por não tentar vaga na NBA e decidiu sair de seu país e jogar no México e Venezuela, antes de vir atuar pelo Itabom/Bauru, onde se tornou referência do time e ídolo da torcida. Na última edição do Novo Basquete Brasil, o jogador foi eleito o melhor armador da competição, superando os finalistas Helinho, do Franca, e Nezinho, do Brasília, e integrou a seleção da competição. Completamente adaptado a Bauru e ao País, Larry demonstrou sua vontade de jogar pelo Brasil, em entrevista do Jornal da Cidade, em abril. "Penso nisso, mas não sei se vai dar certo ou não. Gostaria de tentar ajudar a Seleção do Brasil, mas estamos esperando para ver se as coisas vão dar certo ou não", afirmou, na ocasião.

O técnico Guerrinha, da equipe bauruense, não esconde a empolgação pela convocação de seu jogador. "Achei fantástico. Eu posso falar porque conheço o Larry muito bem tecnicamente e pessoalmente e defendi a Seleção por 15 anos. Acho que o jogador para defender a Seleção Brasileira precisa ter comprometimento, qualidade técnica e isso o Larry tem demonstrado. Todo mundo vê a qualidade técnica e tática dele, mas poucos sabem do valor como ser humano que ele é. É um jogador muito mais comprometido do que muitos brasileiros", declara o treinador. "Acho que a Seleção vai estar muito bem servida com a participação do Larry", acrescenta.

O diretor de seleções do NBB, Vanderlei Mazzuchini, comentou a convocação dos dois atletas. "O Larry joga há bastante tempo no Brasil e tem boa interação com todos aqui. Quer jogar pela seleção e, se der certo, vai ser muito importante para a equipe pelo potencial que tem. O Douglas fez ótimo NBB, tem bom potencial físico, ótimo arremesso e demonstrou em quadra que merece estar na seleção", salienta o diretor.

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