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24 Estados terão Marcha da Liberdade

Folhapress
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São Paulo - A Marcha da Liberdade, manifestação inspirada no ato que ocorreu em São Paulo no último dia 28, após a proibição da Marcha da Maconha, ganhou projeção nacional e acontece hoje em 41 cidades brasileiras, de 24 Estados.

Em São Paulo, a marcha acontece a partir das 14h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

A manifestação reúne movimentos e entidades variados, num total de 100 organizações. Dentre elas estão Associação Docente da UFRJ (ADUFRJ), Associação Brasileira de Gays Lésbicas e Transexuais (ALGBT), Marcha Mundial de Mulheres, Bicicletada de São Paulo, Frente de Luta por Moradia, Comitê Contra o Genocídio da População Negra, e vários centros acadêmicos e coletivos com interesses diversos.

O tema da marcha, portanto, é amplo. No site oficial, os organizadores convocam "todos os que condenam a impunidade, que não suportam a violência policial repressiva, o conservadorismo e o autoritarismo do judiciário e do Estado. Que reprime trabalhadores e intimida professores. Que definha o serviço público em benefício de interesses privados."

"Ela foi construída a partir da repressão à Marcha da Maconha no dia 21 de maio, mas cresceu, se ampliou para diversos movimentos, com diversas pautas diferentes, que se sentem de alguma forma tolhidos na sua liberdade de expressão", diz a advogada Juliana Machado, 27 anos, integrante da Marcha da Maconha, que também participa da manifestação.

Com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a realização da Marcha da Maconha em todo o País, a manifestação pela liberdade ganha "uma cor especial", afirma Juliana.

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