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Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

WIMBLEDONM


Começou ontem em Londres a 125ª edição do mais tradicional torneio de tênis, Wimbledon. No masculino, Roger Federer (SUI), Rafael Nadal (ESP), Novak Djokovic (SER) e Andy Murray (GB) são os maiores favoritos. Federer já venceu o torneio seis vezes e tem um estilo de jogo que se adapta muito bem à grama, além de estar com muita confiança depois de chegar até a final em Roland Garros. Nadal, mesmo não tendo um estilo de jogo próprio para grama, já venceu o torneio por duas vezes. Djokovic está tendo uma temporada fantástica, tendo perdido apenas uma partida no ano (contra Federer) e deve chegar às finais, podendo até sagrar-se campeão. Murray é a grande esperança dos britânicos, que desde 1936 não vêem um tenista local vencer o torneio. Mas isso pode ser um fator negativo para Murray, que mesmo tendo iniciado no tênis em quadras de grama, normalmente em situações de pressão costuma "falhar" (tremer); e jogando diante de sua torcida, esse seu lado negativo pode aumentar. No feminino as maiores favoritas são Maria Sharapova (RUS), Serena Willians (EUA), Venus Willians (EUA) e Caroline Wozniack (Dinamarca). O Brasil tem dois representantes em simples, no masculino: Thomaz Bellucci e Ricardo Mello.

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BRIGA PELO TOPO-1

A "briga" pelo topo do ranking, entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, continua em Wimbledon. Nadal, atual número 1 e campeão do torneio, está com apenas 65 pontos de vantagem sobre Djokovic, o número 2, e defender o título não será suficiente para que o espanhol mantenha a posição. Precisa vencer e torcer para que Djokovic não chegue à final. Mesmo que Djokovic perca na primeira rodada, Nadal precisa vencer o torneio para se manter no topo. O suíço Roger Federer "corre por fora" nessa briga. Caso Nadal perca até a semifinal e Federer saia campeão, não dependendo de como se saia no torneio, Djokovic assume a ponta, com Federer em segundo e Nadal cairia para terceiro no ranking mundial.

OBRA DO ACASO

É mesmo inacreditável. Um ano depois do jogo entre John Isner (EUA) e Nicolas Mahut (FRA), que teve a duração de 11h05min e que terminou com vitória do americano por 70 a 68 no quinto set, o duelo vai se repetir na primeira rodada do mesmo torneio (Wimbledon), provavelmente no dia de hoje. Dias antes da realização do sorteio das chaves, Isner pediu aos organizadores que não o escalassem para jogar na mesma quadra daquele histórico jogo. Mas o que certamente Isner não esperava era que numa chave com 128 jogadores, com 64 confrontos na primeira rodada, fosse sorteado para jogar justamente contra Mahut. Obra do acaso.

PARTICIPAÇAO METEÓRICA

A participação do brasileiro Thomaz Bellucci no torneio de simples de Wimbledon foi "meteórica". O torneio mal havia começado, na manhã de ontem, e Bellucci já estava fora. Perdeu para o alemão Rainer Schuettler (jogador mais velho da chave, 35 anos e 113º do mundo), por 3 sets a 0. Parciais de 7/6, 6/4 e 6/2.

ESTAMOS MELHOR

Mesmo sendo palco de Wimbledon e investindo milhões de libras anualmente na formação de tenistas, os britânicos carecem de jogadores bem ranqueados há um bom tempo. A exceção é Andy Murray, atual número 4 do mundo. Hoje eles contam com apenas três tenistas entre os 300 primeiros do ranking: Andy Murray (4º), James Ward (176º) e Daniel Cox (227º). Certamente o que é investido aqui no Brasil pela Confederação Brasileira de Tênis para a formação de bons jogadores é uma quantia irrisória se comparada ao que se despende na Grã-Bretanha. Mesmo assim, temos oito jogadores entre os 300 primeiros do mundo, sendo que o melhor classificado é Thomaz Bellucci (29º). É certo que eles têm Murray, que é o quarto, mas nós já tivemos Guga, número 1 do mundo e numa época em que a ajuda aos jogadores era quase nula.

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DICA


É muito frustrante, depois de uma longa troca de bolas, receber uma bola mais curta, perto da linha do saque, e mandá-la para fora. É importante observar que, quanto mais perto da rede você for executar o golpe, menor será a distância até a linha de fundo. Sendo assim não é preciso muita violência para mandar a bola no fundo da quadra, a menos que você use muito "top spin" (tipo de efeito que faz a bola cair rapidamente e subir muito ao tocar no piso da quadra). Outro fator importante é que, quanto mais perto da rede estiver, ela lhe parecerá mais alta, principalmente nas laterais, pois nesses lados a rede é 15,6 cm mais alta que no centro. Nas laterais 107 cm, no centro 91,4 cm de altura.

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CURIOSIDADE


Como já mencionado acima, o suíço Roger Federer é um dos grandes favoritos para vencer o torneio de Wimbledon, iniciado ontem em Londres. Caso saia campeão, se iguala ao americano Pete Sampras e ao britânico Willian Renshaw, em recordes de títulos no torneio, com sete conquistas. Mas além de igualar o recorde, fará com que uma entidade britânica beneficente receba a quantia de US$156 mil. O motivo para isso é que, quando Federer venceu pela primeira vez em Wimbledon, em 2003, o inglês Nick Newlife foi a uma casa de apostas em Londres e apostou (em libras) o equivalente a US$ 2,3 mil que o suíço ganharia sete títulos no torneio antes do ano 2019. Na época, caso a aposta se concretizasse Nick, receberia 66 libras para cada uma apostada. Nick faleceu em 2009, mas deixou um testamento doando o prêmio para a tal entidade caso sua aposta fosse vencedora. Mais uma curiosidade: Willian Renshaw chegou ao número de sete conquistas em Wimbledon ao vencer pela última vez no ano de 1889, época em que o campeão do ano anterior já entrava na final do torneio, ou seja, enquanto os demais se desgastavam com várias partidas até chegarem à final, o campeão do ano anterior apenas disputava a final e, lógico, completamente descansado.

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