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Convenção da OIT vai proteger trabalhadores


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Brasília - Os 183 membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou, na última quinta-feira, em Genebra uma histórica Convenção sobre o trabalho doméstico, que pretende garantir condições de trabalho decentes a milhões de pessoas, em sua maioria mulheres.

O texto da Convenção, discutido desde o início da 100.ª Assembleia da OIT, foi adotado sob muitos aplausos por 396 votos a favor, 16 contra e 63 abstenções por parte dos representantes de governos, organizações patronais e sindicatos dos países que fazem parte da organização. A Convenção entrará em vigor assim que for ratificada por dois países.

Segundo os dados do secretariado da OIT (BIT), os empregados domésticos - faxineiros, cozinheiros, jardineiros, babás - representam, no mínimo, de 52,6 milhões de pessoas no mundo, ou seja, de 4% a 10% dos trabalhadores nos países em desenvolvimento e até 2,5% nos países industrializados.

A convenção prevê, por exemplo, a garantia a esses trabalhadores, dos quais a grande maioria são mulheres, de um dia de descanso por semana e pretende impedir que os empregadores obriguem seus funcionários domésticos a permanecer no local de trabalho durante suas férias. Pede também aos governos que verifiquem que os termos dos contratos desses trabalhadores sejam compreensíveis.

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Saldo de emprego formal cai mas ministro espera aceleração


Brasília - A criação de empregos formais caiu em maio ante o mesmo mês do ano passado e ficou aquém do previsto pelo Ministério do Trabalho, mas o ministro Carlos Lupi disse esperar uma aceleração das contratações nos próximos meses, com destaque para o desempenho de construção civil, infraestrutura, área agrícola e funcionalismo público.

No mês passado, a economia brasileira criou 252.067 postos de trabalho com carteira assinada, informou o Ministério do Trabalho nesta segunda-feira. O saldo, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), resultou de 1.912.665 admissões, o maior resultado para todos os meses da série, e de 1.660.598 desligamentos, o segundo maior para todos os meses da série histórica

Há um mês, Lupi havia previsto que o dado de maio superaria as 272,2 mil vagas criadas em abril. Em maio do ano passado, foram geradas 298 mil vagas, número recorde para o mês. Após a divulgação dos novos números, o ministro voltou a mostrar otimismo, dizendo que junho terá resultado melhor que o mês passado.

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