A rua Rio Branco, após a Praça Portugal (Estoril 4), era classificada na lei de zoneamento como ZR3, ou seja, zona exclusivamente residencial e, por um projeto do antigo vereador Parreira, a legislação foi mudada e se permitiram escritórios bancos e serviços na região.
Os critérios utilizados foram meramente políticos e os técnicos da Secretaria de Planejamento na época eram contra, sendo que inclusive entendendo que isto afeta direitos adquiridos, referentes dos proprietários que como eu compraram o imóvel da família Martha, ou seja, é passível de questionamento jurídico, pois na formação do loteamento foi dada esta finalidade e os lotes eram vendidos com cláusulas restritivas.
Agora tenho uma escola de cada lado de minha casa, nenhuma delas tem espaço para embarque e desembarque de alunos (e isto deveria ter sido exigido pela prefeitura na aprovação do projeto) e em vários horários por dia existem filas duplas e veículos parados em frente às garagens das residências, inclusive a minha.
Os policiais de trânsito (populares azuizinhos) preferem ficar no centro, onde podem multar aos carros da zona azul e a ronda escolar pouco ou nada aparece, no entanto, nosso imposto predial e territorial aumenta sempre acima pela "valorização" que, segundo os técnicos, ocorre, mesmo ficando até inviável a cada dia mais se habitar aqui.
Ainda temos problemas no sinal de TV, internet e celulares provocados por uma grande antena de uma destas escolas de ensino a distância. Além disso, existe a tradicional festinha ju-nina realizada por uma das escolas que promove até altas horas e continuada na rua pela noite adentro e mesmo sendo uma escola onde a maior parte dos alunos são menores, promove a venda de bebida alcoólica no seu interior, com autorização, pasmem, da prefeitura, que dá alvará e também de autoridades policiais que nada fazem a respeito quando solicitadas.
Márcio M. Carvalho - ex-morador de um bairro estritamente residencial