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Parada LGBT vai fechar ruas e alterar o trânsito


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São Paulo - A 15.ª Parada do Orgulho LGBT vai bloquear hoje ruas e avenidas dos bairros da Bela Vista, Cerqueira César, Consolação e República a partir das 10h. A parada está prevista para começar ao meio-dia, na frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e o desfile vai seguir pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação até a região central. O trânsito vai ser monitorado até as 3 horas, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

A Parada Gay vai alterar também o trânsito entre as regiões vizinhas, da Vila Mariana à Lapa. Por isso, a CET sugere corredores alternativos aos motoristas, como os formados pela Avenida Bernardino de Campos e a Rua 13 de Maio, na Bela Vista; pelas Avenidas São João e General Olímpio da Silveira, no centro; e pelas Avenidas Rebouças e Doutor Arnaldo, em Pinheiros.

A liberação das vias bloqueadas vai ocorrer gradativamente, após a passagem do último trio elétrico, respeitando o ritmo da parada, cujo término está previsto para as 19h30. A Parada Gay de São Paulo é o segundo maior evento turístico da cidade - só perde para a Fórmula 1 - e a expectativa de público é de 3 milhões, diz a organização.

Futebol

A organização da Parada Gay teme que haja confronto entre os manifestantes e as torcidas organizadas de Corinthians e São Paulo. Os dois times jogam hoje no Pacaembu, a cerca de um quilômetros da Paulista, onde ocorrerá a parada.

"Nós pedimos para colocarem esse jogo em outro dia porque é notório que o ambiente do futebol é homofóbico", diz Renato Matias Pereira, da associação que organiza o evento. Para ele, o encontro entre torcedores e manifestantes pode gerar agressões, verbais ou físicas.

A Polícia Militar também acha que o clássico não deveria ter sido marcado para hoje. Para minimizar o risco do encontro entre torcidas e manifestantes, principalmente na saída do clássico, a polícia fará um cordão de isolamento na avenida Doutor Arnaldo. Torcedores em grupo e com uniforme de organizadas serão impedidos de chegar à passeata, diz a PM.

No acesso ao estádio, a orientação das autoridades é a de que os torcedores usem a estação de metrô Marechal Deodoro. Apesar de a organização desaconselhar o uso de camisas de times na parada, a PM diz que ele não está proibido.

Episódios de homofobia no futebol não são raros. No ano passado, a torcida Dragões da Real, do São Paulo, publicou um comunicado em que criticava o então volante tricolor Richarlyson por ele supostamente ter estado em uma boate gay.

A nota chamava o volante de "traste" e "afeminado", e dizia que ele manchava a imagem do clube paulista. "A torcida não é homofóbica", disse Renato Silva, diretor da organizada. "Estamos focados no clássico, nem sabemos onde vai ser isso [Parada Gay]."

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