Foi em janeiro de 1976 que um entusiasmado grupo de jovens dos altos da Vila Falcão se reuniu e fundou a Mocidade Independente de Vila Falcão. O nome se deu em homenagem à bateria nota dez do Carnaval carioca, a Mocidade Independente de Padre Miguel, do saudoso mestre André. No mesmo ano, em seu primeiro desfile, a escola já reuniu um bom número de figurantes e nasceu vitoriosa ao conquistar seu primeiro título depois de um mês de sua fundação.
No início, muitas dificuldades e o primeiro presidente, Jair Odria, teve que emprestar instrumentos da escola Xavier de Mendonça. O figurinista Paulo Keller desenvolveu as fantasias e o decorador José Horácio Gonçalves inovou com nos carros alegóricos, que até então eram privilégio dos grandes clubes de Bauru e, pela primeira vez, surgiram numa escola de samba.
Após a primeira vitória, o entusiasmo aumentou e , em 1977, a Mocidade conquistou o segundo título com o enredo "As sete portas da Bahia" e um considerável aumento no número de integrantes e melhoria no visual. Em 1978, com o enredo "As Raças", em homenagem ao poeta Guilherme de Almeida, veio o tri-campeonato. Em 1979, o "Circo" invadiu a avenida e conquistou o tetra em homenagem ao Ano Internacional da Criança. Em 1980, com "Reino Fantástico de Janaína", veio o penta-campeonato e, em 1981, sua maior façanha obtendo hexacampeonato com o enredo "Era uma vez", uma alusão às histórias infantis.
Em 1982, a Mocidade realizou um histórico desfile com 1.460 integrantes (de acordo com a contagem oficial da prefeitura) e manteve a tradição do bom visual graças à raça e dedicação de Tião, Ivan, Carlão, Breno, Zinho e outros - uma equipe de barracão nota dez. Entretanto, contrariando a opinião popular que a escolhia como campeã, a escola ficou na terceira colocação, com o enredo "Carnavalha".
Em 1983, com "De Ifé ao Reino Encantado de Oxum-Maré", a Escola trouxe de volta o título para a Vila Falcão e conseguiu mais um vice-campeonato em 1984 com o enredo "Rainha e as Sete Coroas". Em 1985, com o "Tem Vermelho na Folinha", outro segundo lugar por apenas um ponto atrás da campeã. Novamente, em 1986, com "Brasil Berço de uma Nova Geração", vice-campeonato.
Em 1987, a Mocidade Independente conquistou mais um vice-campeonato, desfilando com 1.100 figurantes o enredo "Está Escrito nas Estrelas", que falava das formas de previsão de futuro utilizadas pelo homem para descobrir seu amanhã. Desde o Egito Antigo, com as sacerdotisas, até as formas de previsão utilizadas atualmente como horóscopo, i-ching, búzios, baralhos e bola de cristal.
No ano de 1988, a Mocidade conquistou um de seus mais brilhantes títulos conseguindo nota 10 em todos os quesitos, com "Morena"- Paraíso da Criação". Perto de 1.200 figurantes estiveram na avenida Nações Unidas. Destacou-se também o grande trabalho de equipe de alegorias, que contou com o reforço do artista plástico José Laranjeira.
A grande marca registrada daquele Carnaval foi a incrível equipe de diretoria, montada por Carrijo, e que possibilitou à escola reviver seus momentos de glórias e vitórias. Em 1989, a "Viagem à República das Bananas" valeu o bi-campeonato para a Mocidade num Carnaval sem arquibancadas depois de muitos anos. Uma criativa sátira para lembrar os 100 anos da República no Brasil.
O ano de 1990 ficará como um vazio na tradição da Escola, pois, em função de uma absurda decisão de dirigentes, não houve desfile nem competição no Carnaval bauruense. Pois bem, depois deste breve relato devemos levar em consideração as conquistas da nossa tão querida agremiação e perceber o quanto se faz necessário se constituir uma nova diretoria e não somente unir este ou aquele para que este feito volte a ser realidade em nossas vidas e no Carnaval de Bauru. Devemos fazer valer o que rege o estatuto da escola ou precisamente o Capítulo IX. Da Assembléia Geral: Art. 20º - A Assembléia geral Ordinária reunir-se-á:
a) Anualmente, para discussões e aprovação das contas da diretoria; e b) Bienalmente, entre os dias 16 e 21 do mês de março para eleição de 2/3 do Conselho Deliberativo, seus Suplentes e o Presidente deste.
Art.21º - A Assembléia Geral Extraordinária reunir-se-á em qualquer tempo quando convocada nos termos do presente Estatuto. Art.22º - As Assembléias Gerais extraordinárias serão convocadas, com antecedência de no mínimo 03 (três) dias, por meio de edital publicado em um jornal do Município, mencinando-se a ordem do dia.
Art.23º - As Assembléias Gerais serão constituídas em primeira convocação com o número de sócios quites, e nunca inferior a 2/3 (dois terços); e a segunda convocação com qualquer número de sócios quites, após trinta minutos.
André Odria