Três rodovias da região de Bauru estão na lista de reajuste de 9,77% na tarifa de pedágio a partir da meia-noite da próxima sexta-feira. São contratos de concessões efetivados entre 1998 e 2000, como é o caso da Centrovias, responsável pela Washington Luís, Engenheiro Paulo Nilo Romano com praças de pedágio em Brotas, Dois Córregos e na João Ribeiro de Barros (SP-225) com cabine de cobrança da tarifa em Jaú.
As concessões, cujos contratos foram assinados a partir de 2008, o índice é de 6,55%, nos Corredores Rondon Oeste, Leste e Raposo Tavares.
Os novos valores foram divulgados ontem pelo governo do estado. Como os valores são arredondados sempre na casa dos R$ 0,10 - no ano passado, foi em R$ 0,05 -, o reajuste efetivo final pode variar de praça para praça.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) vai adotar o IPCA como indexador único de reajuste para todas as concessões de rodovias paulistas a partir de 2012 e neste ano o reajuste é diferenciado.
No ano que vem o objetivo é uniformizar o índice entre todas as concessionárias das rodovias paulistas e utilizar um fator de reajuste mais próximo da realidade dos usuários. Segundo a agência, a adoção de um índice único é uma resposta às aspirações dos usuários e faz parte de uma ampla negociação entre o governo e as concessionárias.
Novos preços da região
No trecho da Centrovias, a partir da meia-noite de sexta-feira, a tarifa passa de R$ 7,60 para R$ 8,40 na praça do km 199 em Jaú na rodovia João Ribeiro de Barros (SP-225), na Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225) no km 144 em Dois Córregos passa de R$ 5,90 para R$ 6,50 e no km 106 no município de Brotas sobe dos atuais R$ 5,10 para R$ 5,60. Na Washington Luís também sobe a tarifa em 9,77%.
No Corredor Raposo Tavares sob concessão da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), na praça de Piratininga no km 251 da SP-225 o preço sobe de R$ 3,15 para R$ 3,40, na SP-327 em Santa Cruz do Rio Pardo o valor passa de R$ 3,55 para R$ 3,80 e em Ourinhos de R$ 4,30 para R$ 4,60. Ao longo do trecho há mais praças de pedágio até Presidente Epitácio, cujo índice sobe 6,55%.
Na Marechal Rondon leste, próximo a Bauru, a tarifa em Agudos passa de R$ 3,75 para R$ 4,10, no km 285 em Areiópolis sobe de R$ 3,85 para R$ 4,20 e no km 259 em Botucatu o aumento é de R$ 3,45 para R$ 3,70. Ao longo do trecho do Corredor Leste há mais praças de pedágio, cujo reajuste é na faixa de 6,55%.
A Artesp informou em nota que os critérios de reajuste são contratuais. Conforme previsto nos editais de concessão, os índices de correção são aplicados sobre as tarifas quilométricas (TQ) das rodovias (um valor monetário básico por quilômetro de rodovia). Cada praça de pedágio realiza a cobrança por uma determinada extensão em quilômetros da rodovia (trecho de cobertura da praça ? TCP). Para calcular o valor final das praças, o trecho de cobertura é multiplicado pela tarifa quilométrica (considerando seis casas decimais). Feita a conta, as tarifas são arredondadas para cima ou para baixo, seguindo regra de edital.
Para o cálculo das tarifas a serem praticadas nas praças de pedágio, os índices são aplicados sobre as tarifas quilométricas das rodovias.
Quem for viajar de Bauru para São Paulo também vai pagar tarifa com reajuste de 9,77% no trecho da rodovia Castello Branco.
A maior tarifa do Estado, cobrada na rodovia dos Imigrantes, que liga a capital à Baixada Santista, vai custar R$ 20,10 - hoje, é R$ 18,50.
Os novos valores de todas as praças de pedágio do Estado podem ser acessados no site da www.artesp.sp.gov.br.
Governo só
mudará critério
a partir de 2012
O governo de São Paulo passará a utilizar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indexador único de reajuste para todas as concessões de rodovias paulistas a partir de 2012.
Neste ano, o reajuste vai ser feito com base nas regras estabelecidas em contrato quando das concessões. Durante a eleição estadual de 2010, Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido a revisão do indicador dos contratos antigos neste primeiro ano de sua gestão.
O governo estadual nega que a promessa de revisar os índices esteja sendo descumprida. O argumento é que a atual gestão havia prometido concluir a revisão até o fim do ano e não necessariamente anunciar mudanças nos índices já para o aumento deste meio do ano.
"A revisão dos contratos está sendo feita, está em andamento. O governador prometeu neste ano e o ano termina em dezembro", disse o secretário Saulo de Castro Abreu.