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Polícia conclui inquérito e pede a preventiva de acusado de agredir idosa

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Pederneiras ? A Polícia Civil de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) concluiu ontem as investigações sobre a agressão sofrida por uma idosa de 82 anos, na madrugada do último dia 29 de maio, quando ela saía de um baile no bairro Cidade Nova.

No inquérito remetido ao Fórum, o delegado Eduardo Herrera dos Santos indiciou o acusado, Eduardo Ferreira Freitas, 29 anos, por estupro e tentativa de homicídio e solicitou à Justiça a prisão preventiva dele.

De acordo com o delegado, os laudos dos exames realizados por Adalgiza Peixoto de Alencar, além de provas testemunhais colhidas durante as investigações, comprovaram a existência de lesões nas regiões vaginal e cervical (região do pescoço) da vítima, além dos ferimentos que foram detectados em sua face, fatores que, na avaliação dele, sustentam a tese de crime de estupro e tentativa de homicídio.

Se o pedido de prisão preventiva for aceito pela Justiça, Eduardo Ferreira Cintra, que apresentou-se à polícia no último dia 1, quando já estava com a prisão temporária decretada por 30 dias, deverá permanecer detido até julgamento.

Em caso de condenação, de acordo com Santos, a pena de Cintra poderá chegar a 16 anos de detenção.

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Idosa fingiu-se de morta para se salvar


Adalgiza Peixoto de Alencar, 82 anos, foi atacada a socos e mordidas pelo soldador Eduardo Ferreira Cintra, 29 anos, por volta das 3h de 29 de maio, quando saía a pé, sozinha, de um baile realizado no bairro Cidade Nova, em Pederneiras. O acusado, que a abordou quando ela abria o portão de casa, também tentou estuprá-la e enforcá-la, segundo contou.

A idosa disse à polícia que foi obrigada por Cintra a acompanhá-lo até um pasto nas proximidades. No caminho, ela foi violentamente agredida, sobretudo no rosto. Em seguida, o acusado a teria arrastado pelos cabelos e tentado estuprá-la. A todo momento, o homem dizia à Adalgiza que iria matá-la e ela implorava para que ele a deixasse ir embora.

Não satisfeito, o soldador também tentou enforcar a vítima por diversas vezes. Ela disse que só conseguiu interromper a sessão de tortura quando fingiu estar morta. Pensando ter atingido seu objetivo, o acusado foi embora e a mulher conseguiu chegar até a sua casa e pedir ajuda a uma neta, que acionou a Polícia Militar (PM).

No dia 1 de junho, Cintra, que estava com a prisão temporária decretada, apresentou-se à polícia em Bauru por temer represálias de familiares da idosa. Desde então, ele encontra-se detido em uma cadeia da região.

Na ocasião, o soldador confessou que esteve com a vítima no local da agressão, mas alegou não lembrar-se de tê-la agredido ou tentado estuprá-la pelo fato de estar sob efeito de bebida alcoólica.

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