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Homem faz reféns em loja e acaba morto

Folhapress
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São Paulo - A pequena rua comercial Professor João Brito, no Itaim Bibi (zona oeste de SP), foi bloqueada por quatro horas na tarde de ontem por atiradores de elite e grupos especiais da Polícia Militar.

Cumprindo a promessa feita em janeiro, de que voltaria "para se vingar", um homem, empunhando dois revólveres, invadiu a loja de atacado Planet Girls e fez pelo menos 15 pessoas reféns. Pedro Jorge Saraiva, 41 anos, revendia produtos da marca em Poços de Caldas (MG), mas perdeu a representação.

Ele chegou ao local por volta das 12h, deu ordem ao taxista que trabalha em frente à loja para que entrasse e agarrou uma mulher que saía do local, levando-a de volta para dentro. Em seguida, segundo os reféns, gritou que sua vida "tinha acabado" e que mataria todos. "Eu me joguei ao chão, embaixo da mesa, e ele começou a atirar", disse a funcionária Juliana Teodoro, 28 anos.

Saraiva foi, então, para o primeiro andar, ainda agarrado a Ivanete Almeida, 34 anos. Acuado pela polícia, Saraiva ligou da loja para a filha, de 14 anos, contou a mulher dele, Adriana Saraiva, 36 anos. "Ele disse: "fica calma, o pai te ama e está bem?".

Adriana afirma que ela e o marido revenderam a marca Planet Girls por nove anos até que, em 2009, perderam a representação "sem nenhuma explicação da loja".

Alguns funcionários no térreo conseguiram fugir. Cerca de 20 minutos depois, a polícia chegou. Saraiva se trancou numa sala com Ivanete. Os reféns no primeiro andar saíram aos poucos.

"Ninguém sabia o motivo daquilo. Um policial levou um tiro quando foi conversar com ele. Ele dizia que ia se matar", disse o tenente-coronel Walmir Martini, que comandou os 35 homens que participaram da ação.

De acordo com Martini, não houve negociação. Ele afirma que Saraiva fez cinco disparos. O primeiro acertou o colete de um PM, que teve ferimento leve e passa bem. A polícia também fez um disparo, segundo o oficial.

Na sala, sozinho com Ivanete, Saraiva, então, atirou no próprio queixo. Toda a ação durou quase uma hora.

"Ele falava que ia me matar e se matar", conta a refém. "Eu consegui me soltar quando ele atirou (em si mesmo), nem vi onde, porque eu estava com a cara virada. O barulho foi muito grande."

O delegado Paul Verduraz, do 15.º DP (Itaim) investiga a origem das armas. A ação foi filmada pelas câmeras da loja.

Em nota, a empresa disse que vai apoiar as investigações da polícia e dar assistência às vítimas.

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